quinta-feira, 10 de abril de 2014

O NOVO MACHO DA MARILU (Cap. 3)

Tudo combinado, Vlad se levantou e saiu. A intenção de Marilu era ficar uns 5 minutos por ali e sair à francesa. Porém, a necessidade era tanta que 30 segundos depois ela se levantou atrapalhadamente e foi atrás.

Assistindo a tudo de longe, Andrea cutucou Marcia e sussurrou:

− Vlad vai cometer o crime agora.
− Há quanto tempo será que ela não trepa?
− Talvez uns 15 anos.
− Pobre do Vlad.


O rapaz esperava Marilu no banheiro, mas não esperava que ela viesse tão rápido. Não havia passado sequer um minuto e a coroa entrou banheiro adentro, esfomeada, como se não visse um pau há anos.

− Vlad, oh, Vlad meu amor…
− Calminha aí, Marilu. Ei, me deixa tirar as calças primeiro.

Marilu já estava de joelhos na frente dele, tentando abrir o fecho das calças com os dentes. Com um pontapé, Vlad fechou a porta e conseguiu trancá-la. Pela primeira vez na vida percebeu que estava perdendo o controle da situação.

Finalmente, em meio a toda sua falta de prática, Marilu pôde abocanhar o pau de 22 centímetros do Vlad. Ele estava ereto e saltou para fora das cuecas como se tivesse vida própria. Só faltava falar, concluiu Marilu passando a língua em todo o comprimento da piroca, relembrando seus velhos e bons tempos.

Vlad fechou os olhos. Não é que a coroa tinha jeito pra coisa?

Da piroca, Marilu passou para as bolas, dando várias sugadas com toda força, fazendo o rapaz gemer, encostado na parede. Mas quando ela tentou fazer o fio terra, Vlad protestou:

− Ei, aí não, Marilu!
− Humm, só um pouquinho… todos gostam.

Ele grudou a bunda na parede sentindo o dedo invasor muito perto do cu. E se gostasse? Não, de jeito nenhum.

− Não. Não, mesmo. Tira o dedo daí.

Contra a vontade, Marilu fez o que ele queria, embora estivesse louca de vontade de experimentar aquele cuzinho apertadinho. Bem, não faltariam oportunidades. Ela voltou sua atenção para o pau, preto e duro, pedindo para ser chupado. E foi o que Marilu fez. Abriu bem a boca para acomodar aquela delícia e chupou o Vlad até que ambos ficassem sem fôlego.

Vlad estava surpreso. Agradavelmente surpreso. Sem querer, Andrea e Marcia lhe haviam dado um presente. E aí que ela não fosse seu tipo? O importante é que fodia bem pacas, melhor que estas menininhas que pegava por aí e pensavam ser conhecedoras do assunto. Que nada! Marilu era expert e tinha grana! Perfeito.

Antes que gozasse na boca da Marilu, Vlad a afastou do seu pau e disse, arfante:

− Agora vou comer seu cu, vadia.

A conversa era sussurrada. Os dois torciam para que nenhum dos convidados tivesse vontade de ir ao banheiro naquele momento e nos próximos.

− Come bem gostosinho, meu cavalo gostoso – gemeu ela, ficando de quatro e abrindo bem o rabinho pro cara.

Oba, disse Vlad para si mesmo, ela gostava de dar o cu. Sem perder tempo, Vlad mirou a bunda da Marilu e meteu o cacete rasgando, sem cuspe. Ela gritou abafado, batendo com os punhos das mãos no chão até ficarem roxas. A sensação daquele pauzão lhe invadindo era algo inacreditável. Ninguém jamais lhe fodera daquele jeito, tão gostoso, tão completo. O Vlad gozou no rabo dela ao mesmo tempo em que Marilu chegava a um orgasmo violento. Ele caiu por cima dela, cobrindo-a toda, satisfeito, a porra escorrendo pelas pernas e do rabo da Marilu.

Alguém tentou entrar no banheiro. Marilu berrou:

− Está ocupado.

E em tom mais baixo, ela disse:


− Meu cu também.

...continua...

domingo, 6 de abril de 2014

O NOVO MACHO DA MARILU (Cap. 2)

Quarta-feira. Marilu estava no meio de uma pilha de papeis, esbravejando com o estagiário. Andrea chegou de mansinho e perguntou, bem docinha:

− Lulu, o que você vai fazer esta noite?

Dois pares de olhos fuzilaram Andrea. Como ela ousava fazer uma pergunta daquelas?

− Tomar chá, ver novela e ir dormir. Você pensa que eu levo esta vida louca de vocês, que passam a noite em festas e vem para o trabalho bocejando e dormindo nas mesas? Ora esta!
− Quer ir a uma churrascada? Com pagode e tudo.
Marilu estava pronta para dar uma resposta mais desaforada ainda, mas foi pega de surpresa com o convite.

- Churrascada? De quem?
- Lá em casa. Na verdade é aniversário do meu irmão. Vamos?

Marcia se meteu na conversa.

- Vamos, sim , Lulu. Sabe, acho que você precisa se distrair.

Marilu parecia em dúvida.

- Homens. Meu irmão tem vários amigos interessantes.

A dúvida se foi.

- Qual é seu endereço?



Marilu e Marcia chegaram juntas. A churrascada corria solta. Como Andrea tinha dito, havia vários homens. Aliás, mais homens que mulheres. Imediatamente um calorão subiu pelos pés de Marilu, passou pelas canelas, joelhos, coxas e se instalou com força na xereca. Fazia tempo, inclusive, que Marilu não sentia calor naquelas partes.

De longe Vlad observou a cena e fez sua análise: mulher madura, quase 50 anos, um pouco acima do peso, cabelos oxigenados, peito bem seguro pelo sutiã, um pouco insegura. Mas comível. Ele havia visto o carro da Marilu quando elas estacionaram na frente da casa da Andrea. Um belo carro. Já se imaginou dando algumas voltas com ele, azarando as garotinhas.

Andrea chegou por trás dele e cochichou:

- Vem comigo. Vou apresentar vocês dois.

Naquele instante Marilu cumprimentava as pessoas com um aceno de cabeça tímido. Nossa, mas quanto homem junto! Nem quando era mais nova estivera no meio de tantos espécimes belos, fortes e tatuados. Será que teria chance com algum?

- Oi, Lulu! Que honra ter a minha colega mais competente aqui em casa!

Marilu se voltou para falar com Andrea e sua vida, repentinamente, ficou mais colorida. Ela não enxergou a amiga. Atrás dela, emparelhando uma fileira de dentes branquinhos e perfeitos, estava o negro mais lindo que ela já vira na vida. Camisa amarela, calças jeans justa. O volume no meio das pernas parecia promissor.

De novo o calorão. Desta vez mais intenso. Lá no fundo da sua mente escutou a voz da Andrea:

- Marilu, este é o Vlad. Vlad, a Marilu.

Vlad, do alto dos seus 1,90 de altura se curvou um pouco para cumprimentar Marilu. Cavalheiro, ele segurou a mão dela e a beijou suavemente. A xereca pegou fogo quando sentiu os lábios dele na sua pele.

- Encantado, Mari. Posso lhe chamar de Mari, não é?

A voz... Aveludada, quente, perfeita. Marilu tinha uma vaga noção de que estava em uma churrascada. O resto do mundo já tinha deixado de existir.

- Uau... claro. Me chame do que você quiser.

Puta, cachorra, ordinária. É assim que eu gosto de ser chamada.

Andréa segurou o riso e Marcia se afastou para poder gargalhar mais à vontade. Não é que o plano tinha tudo para dar certo?

- Posso pegar uma cervejinha para você – sugeriu ele, cheio de convites na voz.

Marilu odiava álcool.

- Ah… um pouquinho só.

Quando ela se deu conta, estava sentada com ele em uma das mesas mais afastadas. O pagode estava animado, porém nenhum dos dois escutava o som. Vlad sabia estar sendo alvo de todos os olhares. Afinal, ninguém sabia do plano. Tinha certeza que mais tarde seria inquirido sem perdão por estar dando em cima de uma coroa. Mas o que importava? Ela tinha grana e ele queria se dar bem. Pelos olhares que Marilu lhe lançava, era óbvio que a mulher precisava urgentemente ser fodida. Em suma, todos sairiam ganhando.

Uma hora depois, a interação já era total. Marilu estava um pouco alta por causa da cerveja e Vlad não parava de cochichar no ouvido dela. As calcinhas, encharcadas. E ela não conseguia tirar os olhos do pau do Vlad. Ah, como gostaria de abocanhar seu equipamento todo!

- O que foi? – perguntou ele rindo. A véia tava no papo.
- Nada – respondeu Marilu, envergonhada.
- Ah, fala… me conta.
- Você me parece ser bem dotado. Pronto falei.

Vlad riu.

- Quer ver?

A pergunta pegou Marilu de surpresa. Apesar de estar explodindo, queria mostrar que não era mulher que ía pra cama no primeiro encontro ou seja lá o que for que aquilo era.

- Ver?
- Meu pau. 22 centímetros só para o seu prazer.
- Humm... só ver então.
- Claro. Só ver.
- Bom… Onde eu posso…
- Ver meu pau? Simples. Eu vou até o banheiro lá dentro. Você disfarça e vem depois.

...continua...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O NOVO MACHO DA MARILU (Cap. 1)

Sexta-feira. O final de semana se aproximava e novamente Marilu iria passar o final de semana sozinha. Ao seu lado, Marcia e Andrea, suas colegas de escritório, combinavam as baladas. Barzinhos, azaração, homens.

Que raivaaa!

− Calem a boca vocês duas! Não consigo terminar a porra da contabilidade!

Silêncio. Na sala só trabalhavam as três. Nenhuma delas suportava mais as grosserias da Marilu. A cada dia a colega estava pior, causando constrangimentos até mesmo com o chefe. Furiosa, Marilu jogou o relatório em cima da mesa e anunciou:

− Vou tomar um café. E se continuarem tagarelando como duas periquitas, quem vai terminar a conferência são vocês! Entenderam bem? Vocês!

Marilu saiu batendo a porta. Marcia e Andrea se entreolharam.

− Você entende alguma coisa de contabilidade? – perguntou Marcia.
− Tanto quanto você.
− Sabe do que a Marilu precisa? Um pau. De 20 centímetros pra fora.
− O Vlad! – exclamou Andrea!
− O que tem ele?
− Vamos apresentá-lo para ela.

A conversa estava sendo aos sussurros. Marcia retrucou:

− Você ficou louca? A Marilu não faz o tipo do Vlad. Ele gosta de galetinho.
Andrea riu irônica:
− Mas a Marilu tem casa própria, carro e é independente financeiramente. O Vlad, duro como sempre foi, não teria nada a perder, não é?
− Você acha?
− Tenho certeza. Eles podem dar certo.
− Não foi isto que eu perguntei. Você acha… que ele tem mais de 20 centímetros?
− Com certeza! Você já viu o volume das calças?
− E se for uma bola de meia?
− Aí o problema é dela. A esta altura, amiga, o importante é que a gente consiga um macho pra Marilu, por que do jeito que está, eu não resisto mais um dia aqui neste escritório.

Uma voz trovejou da porta:

− Estão falando de mim?

Marilu. Agarrada em uma xícara de café, encarava as duas colegas com os olhos chispando de raiva. Andrea lhe enviou um sorriso, muito amistosa.

− Ai, amiga... Estávamos falando que o escritório precisa muito de você.

A mulher entrou sala adentro, sentou-se na cadeira e quase derrubou a xícara.

− Claro! Sou que faço tudo aqui! Sem mim o escritório fecha!

Marcia murmurou:

− Ô...

                                                                    *

− Não.

Em uma roda de bar estavam reunidos Vlad, Andrea e Marcia. Segurando uma latinha de cerveja, era a 10ª vez que o rapaz rejeitava a proposta das amigas.

− Por favor, Vlad. Não temos mais ninguém a recorrer – implorou Andrea. – A Marilu precisa de um macho. Um macho como você para satisfazê-la. Só assim ela sossega.
− Pede para o seu irmão. Seu irmão tem pau, não tem?
− É que a gente acha que a Marilu gosta de negão.
− Eu não curto mulher mais velha que eu.
− Nem se ela tiver grana?

Vlad tomou um gole grande da latinha e encarou as amigas já com outros olhos.

− Aí a coisa muda de figura. Grana como?

Andrea respondeu:

− Casa própria, carro do ano, estabilidade financeira. E carente. Se ela se encantar, você vai estar com a vida feita.
− Bom… − Vlad esticou as pernas e se espreguiçou. – Quando eu começo?






segunda-feira, 17 de março de 2014

O BALANÇO COR-DE-ROSA (parte 2)

Renata lutou contra a vontade de contar ao marido sobre o episódio no balanço. Ele iria desdenhar novamente. Mas o cheirinho da filha não abandonou suas narinas mesmo depois do almoço, quando Maria foi posta no bercinho para dormir. Claudio precisou sair, deixando-a sozinha em casa. Para se distrair, Renata preparou o bolo de chocolate preferido de Carol e somente depois de pronto se lembrou de que a filha não estaria ali para saborear.

Lágrimas vieram aos olhos dela quando cortou com a faca uma pequena fatia. Não seria bom chorar naquele momento. Estava na hora de Maria tomar a mamadeira e não queria que o bebê se assustasse. Renata colocou o pedaço do doce em um pratinho e levou para a filha mais nova provar. Com as pernas pesadas, ela subiu as escadas lentamente, mas, antes de chegar ao quarto, escutou as risadas de Maria. Achou estranho. Não havia sequer uma televisão ligada. O que estaria distraindo tanto a pequena?

Ela abriu a porta sem se preocupar em fazer silêncio. Ao contrário das outras vezes, Maria sequer olhou para a mãe. Para espanto de Renata, a garotinha estava em pé no berço, olhando para frente. Os bracinhos estavam estendidos como se quisesse o colo de alguém. E ela ria. Dava gargalhadas. Parecia estar muito feliz.

Um arrepio percorreu a coluna de Renata. À frente de Maria havia apenas a parede amarelo-clara, repleta de quadrinhos coloridos, entretanto era nítido que a bebê enxergava algo.

Ou alguém.

Carol. Ela estava lá visitando a irmãzinha.

- Carol, a mamãe está aqui.

A voz de Renata saiu como um murmúrio. Trêmula, ela deu alguns passos para frente, sem tirar os olhos do local que prendia a atenção de Maria. E de repente tudo passou. A garotinha encarou a mãe de dentro do berço com uma expressão estranha, como se a culpasse por ter quebrado todo aquele encanto. Carol havia ido embora. Renata sentiu o coração apequenar até se tornar quase nada.


Claudio chegou somente no final da tarde e encontrou Renata tensa andando de um lado para outro na sala, com Maria no colo. Ao vê-la daquele jeito pressentiu que algo ocorrera. E não devia ser nada bom.

- Aconteceu… alguma coisa?

Renata colocou a filha no tapete e se aproximou dele com os olhos brilhando, apesar da ansiedade.

- Algo incrível se passou aqui hoje.
- O que foi? – ele perguntou desconfiado do que seria. Mais uma das loucuras da esposa.
- Maria enxergou Carol hoje à tarde.

Lentamente Claudio deixou suas coisas em cima da mesa e se voltou para Renata, escolhendo bem as palavras.

- Como você sabe o que Maria enxerga?
- Entrei no quarto e a bebê estava olhando para frente, os bracinhos estendidos e dando enormes gargalhadas – Renata torcia as mãos ao falar. – Lembra como Carol gostava de pegar Maria no colo e se divertiam? Foi como era antes… antes dela ficar doente.

Ele suspirou, sem muita paciência.

- Escute, Renata. Você sabe como são os bebês. Maria estava simplesmente se divertindo sozinha.
- Divertindo-se com a irmã. Você não acredita em mim?
- Entendo que a morte de Carol esteja mexendo ainda com você, mas…
- Não quero discutir sobre isto, Claudio – retrucou Renata magoada. – Eu sei que nossa filha quer manter contato conosco. Eu sei! Se você fosse mais sensível, poderia sentir a presença dela também.
- Está certo – Claudio decidiu contemporizar tendo em vista o nervosismo da esposa. – Prometo de agora em diante tentar ficar mais conectado com estes assuntos espirituais, está bem? Só preciso de um tempo.

Renata sorriu, mais aliviada. Era tudo o que queria escutar. Claudio a envolveu em um longo abraço, preocupado com a sanidade mental da esposa.

Até onde aquela loucura iria?


Com o suposto apoio do marido, Renata se sentiu melhor. Preparou um jantar saboroso, serviu o bolo de chocolate e conseguiu manter uma conversação com ele sem tocar nenhuma vez no nome da filha morta. A paz durou até ambos irem dormir. Renata pegou no sono assim que pôs a cabeça no travesseiro. Acordou duas horas depois com sons de passos pela casa.

No mesmo momento ela sentou na cama e no segundo seguinte calçava os chinelos. O coração estava a mil quando abriu a porta do quarto. Os passinhos de Carol ainda se faziam ouvir, desceram as escadas e ganharam o andar de baixo. Uma bola se formou no peito de Renata. Ela estava lá! Carol, sua filinha perdida voltara! Tropeçando nas próprias pernas, Renata se precipitou corredor afora e quando se deu conta já estava quase no jardim. Podia escutar o som do balanço indo de um lado para o outro lá fora. Tinha certeza de que dentro em breve se depararia com filha de cachos louros andando no brinquedo de lá para cá. Havia sido um pesadelo e Carol estava viva! Aquele terror estava no fim.

Renata escancarou a porta triunfantemente, com o nome de Carol na ponta da língua para ser chamado.


No jardim imperava a solidão. E o balanço permanecia imóvel.

domingo, 16 de março de 2014

O BALANÇO COR-DE-ROSA (parte 1)

Renata acordou de madrugada em meio a um sonho perturbador. Ao seu lado, o marido Claudio dormia tranquilamente, sem imaginar o tamanho das emoções que assaltavam a sua esposa. Fazia apenas um mês que a filha mais velha, Carol, havia morrido de leucemia.

No sonho Carol estava viva e feliz. E andava de balanço no jardim. Da janela, Renata observava a filha de cinco anos no brinquedo, balançando-se de um lado para o outro, rindo. A gargalhada era possível de ouvir da janela do primeiro andar. De repente a garotinha a encarou lá de baixo e sua risada se transformou em um sorriso de sangue, um esgar aterrador. Foi neste momento que Renata despertou apavorada, vendo-se sentada na cama, olhando para os lados procurando a filha morta.

Sim, ela sabia que era loucura, mas mesmo assim se levantou, jogando as cobertas para o lado. Saiu do quarto de mansinho para não acordar o marido e se dirigiu até a janela do escritório, tensa e com o coração acelerado. Precisava confirmar que havia sido somente um sonho. Mais um entre tantos.

Renata afastou as cortinas violentamente e abriu a vidraça. Lá fora o balanço de Carol ía de um lado para o outro, suavemente. Não havia vento nenhum naquela hora.

− O balanço da Carol estava se movendo ontem à noite.

Era hora do café e Claudio lia o jornal à mesa atentamente. Renata se perguntava como o marido conseguia levar uma vida aparentemente normal tendo enterrado a sua primogênita há tão pouco tempo.

− Devia estar ventando.
− Não tinha vento nenhum.

Claudio largou o jornal em cima da mesa. Renata dava papinha para Maria, a filha bebê. Definitivamente, a esposa não estava se recuperando bem da perda da filha. E o pior de tudo é que parecia não fazer questão de superar a morte da Carol.

− Você sonhou.
− Sim, eu tive um sonho horrível com Carol e o balanço. E quando me levantei para conferir, o brinquedo estava lá, indo de um lado para o outro.
− Renata, você está sugerindo o quê?
− Estou afirmando que nossa filha está por aqui.
− E eu sugiro que você procure um psicólogo.

Renata torceu o nariz. Não precisava de tratamento. Só precisava de Carol. Claudio insistiu:

− Hoje em dias os medicamentos estão cada vez mais modernos. E você se sentirá muito melhor. Por que você não volta ao trabalho? Retome seus projetos de arquitetura.
− Preciso me dedicar a minha filha que sobrou.
− Maria está muito bem – replicou Claudio, apontando para a filha que batia palmas e ria com a boca desdentada. – Você não.

A mulher ficou em silêncio. Não demorou muito Claudio se fechou no escritório, deixando Renata tentando se ocupar com os afazeres da casa. Mas a visão daquele balanço se movendo não saía da sua cabeça. Aproveitando que Claudio estava totalmente imerso no seu trabalho, ela deixou o bebê no tapete macio da sala e foi até o jardim.

A manhã estava fria e Renata apertou o casaco ao redor do corpo. O balanço rosa estava lá, imóvel, como se a aguardasse. Com passos incertos, ela se aproximou do brinquedo, hesitante. Um aroma a envolveu. Era o perfume de morango que Carol usava.


... continua ...

quarta-feira, 12 de março de 2014

SEM MAIS

APRENDI QUE NA VIDA VOCÊ AMA OU NÃO AMA

PREFIRO O FRIO DOS TEUS OLHOS

AO MORNO DO TEU BEIJO.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

OUSADIA






A FELICIDADE TAMBÉM RESIDE NA OUSADIA

SE VOCÊ NÃO É SUFICIENTEMENTE FELIZ

TALVEZ NÃO TENHA SIDO OUSADO O BASTANTE

sábado, 28 de dezembro de 2013

AS GÊMEAS



Na empresa ela era vista como uma mulher recatada. Roupas sóbrias, cabelo sempre preso em um coque, Lígia era a imagem da boa moça. E fazia questão de manter esta aparência.

Devia ter uns 30 anos e era secretária de um dos gerentes da empresa, Tadeu, o mais sem vergonha. No início ele mal a olhava. Lígia era uma ótima secretária e só abria a boca quando solicitada. Pontual, se destacava por sua eficiência. Já as colegas, maldosas, chamavam-na às escondidas de madre superiora. Se ela sabia do seu apelido, era uma incógnita. E também se soubesse não daria a mínima.

Até que um dia o André chegou com a bomba explodindo nas mãos. Reuniu dois ou três colegas na copa e disparou:
− A Lígia é dançarina da Mãe Tábatha!
− Oh! – exclamaram os homens abismados. – Lígia, a virgem?
Mãe Tábatha era o puteiro de mais sucesso da cidade. As garotas da Tábatha eram gostosas, bonitas e segundo os frequentadores, faziam de tudo o que o cliente quisesse. Pagando bem, é claro.
− Não é possível – retrucou Tadeu, começando a suar. – A Lígia é praticamente uma freira. Nunca deve ter pego um pau na vida.

André sorriu malicioso.

− Mas ontem ela estava bem desinibida.
− Vocês treparam? – o pau do Tadeu endureceu.
− Não, cara. Ela não é pro nosso bico. Pelo que eu percebi, ela só vai com quem tem muita grana.

A curiosidade tomou conta do macharedo. Mas e aí? Como seria a Lígia debaixo de toda aquela roupa?

− Espetacular – André chegou a queimar a língua com o café. – Peitão sem silicone. As coxas na medida certa e o rabo…

Olhos ansiosos. Paus eretos.

− A Lígia tem uma bunda perfeita. Ela sabe como dançar. Empina bem o rabinho para cima, rebola, agacha, sobe bem devagar. O biquíni era mínimo. Sorte do pau que tem a chance de comer aquele bundão.

Tadeu saiu dali direto para o banheiro onde bateu uma punheta selvagem. Bem que tentou ser silencioso mas quando abriu a porta deu de cara com um dos chefes.

− Tudo bem, Tadeu?
− Ô – respondeu ele, abrindo a torneira para tirar a porra das mãos.

Ele voltou para sua sala se perguntando como iria encarar sua secretária dali para frente, agora que sabia da sua vida secreta. Lígia mal o olhou. Digitava ferozmente um relatório e se limitou a dizer, com sua voz fria e compenetrada:

− O senhor tem uma reunião daqui a dez minutos.
− Ah? Como? Sim, sim... Muito obrigado.

Tadeu se fechou na sala, o pau mais uma vez manifestando-se dentro das calças. Precisava urgentemente visitar a Mãe Tábatha.



Por uns dois dias seguidos Lígia percebeu que os colegas a olhavam de um modo diferente. A princípio não deu importância. Talvez fosse passageiro.

Mas não era. Os olhares permaneceram fogosos e lascivos. Não demorou muito para ela se dar conta que tudo havia sido descoberto. Meu Deus!

Naquela noite Lígia chegou em casa perturbada. Abriu a porta nervosamente e avançou em direção ao quarto. Lá dentro, uma mulher exatamente igual a ela estava sentada em frente à penteadeira, mirando-se no espelho atenta.

− Oi, maninha! Como foi seu dia?

Lígia encarou a irmã gêmea que passava um batom vermelho incandescente.

− Sabe que os homens adoram quando eu faço boquete com este batom? Ei, por que você está com esta cara horrível?
− Laura, eles descobriram tudo!
− Eles quem? Descobriram o quê?
Lígia largou a bolsa em cima da mesa e se aproximou da irmã.

− Meus colegas. Alguém deve ter visto sua apresentação na Mãe Tábatha e pensado ser eu!
− Não esquente – tranquilizou Laura, ajeitando os longos cabelos. – Não trepo com pobre. Seus coleguinhas não tem cacife para me bancar.
− Mas eles pensam que eu trabalho em um puteiro!
− E qual é o problema? Assim você perde um pouco da sua fama de moça virgem.
− Laura!
− Ei, confie em mim. Darei um jeito nisso se eles incomodarem você, ok?



Os colegas de Lígia não lhe deram trégua, no entanto. A cada dia que passava ela sentia os olhares gulosos dos caras tentando enxergar o que havia por baixo das suas roupas comportadas. Horrorizada, Lígia chegou a escutar um papo que eles estavam se combinando de visitar Mãe Tábatha no final do mês para uma noitada daquelas.

Mas o pior de todos era o Tadeu, o chefe dela. Acometido de um tesão profundo pela deliciosa secretária, ele não parava de lhe lançar olhares pervertidos e charadinhas de mau gosto. Certa manhã Lígia sentiu a mão dele passar sorrateiramente na sua bunda. Ela ficou chocada. Aquilo tinha sido intencional. Quando Lígia não suportou mais a pressão, caiu doente.

Quando Laura viu sua irmã ardendo em febre, sem condições de sair da cama um dia de manhã, decidiu que iria trabalhar no lugar dela. E um plano rapidamente se formou na sua mente.

Depois de medicar Lígia, a gêmea pegou as roupas decentes da irmã, vestiu-as e se olhou no espelho. Sim, estavam idênticas. Mas um olhar mais atento saberia que algo ali não estava no seu lugar. Laura mal podia esperar para chegar na empresa.



Ela chegou dirigindo o carro de Lígia. O porteiro a cumprimentou normalmente, talvez reparando que o andar da secretária do seu Tadeu estava um pouco mais sensual. Será? Laura se dirigiu calmamente ao quarto andar da empresa, cumprimentando seus colegas como se nada errado estivesse acontecendo. Olhou para o relógio. Estava meia hora atrasada. Quando abriu a porta da sala se deparou com Tadeu atendendo a uma ligação. Laura colocou suas coisas na mesa e esperou o chefe encerrar a conversa.

− Estes telefones já tocaram mais de mil vezes. Tive que sair da minha mesa para dar um jeito nisto aqui.
− Bom dia, seu Tadeu – cumprimentou Laura friamente.

A reação dela o surpreendeu. Ultimamente sua secretária andava muito nervosinha por terem descoberto suas putarias fora do expediente.

− Er… Bom dia. Passe no meu gabinete, por gentileza.

Laura mal o olhou. Arrumou suas coisas, organizou a mesa e esperou um minuto ou dois. Quando entrou na sala de Tadeu, trancou a porta sem que ele percebesse. Ele só foi se dar conta da presença da secretária quando a mulher já estava bem perto, deixando o longo vestido pelo meio do caminho.

− Lígia, o que é isto?

Laura sentou no colo dele de calcinha e sutiã e logo sentiu o pau duro do Tadeu forçar as calças.

− Então… Me conte o que você quer, meu cachorrinho. Por que você vem me olhando tão fogoso este tempo todo?

Tadeu mal pôde acreditar. Lá estava ela, sua comportada secretária, seminua e montada no seu colo. Mal podia esperar para contar para os outros aquela façanha.

− Quero comer sua bundinha. Estou alucinado por ela.

Laura voltou a ficar em pé. Sem nunca tirar os olhos dele, fez um mini streap-tease e em menos de 15 segundos estava inteiramente nua.

− Tá bom pra você? – perguntou ela cutucando o pau duro de Tadeu com o pé.
− Vira de costas. Quero ver sua bunda gostosa.

Tadeu se deparou com uma das mais belas bundas que já vira na vida. Perfeita, macia e empinada, do tamanho certo para uma excelente metida. Mas quando ele a tocou, Laura afastou a mão dele dizendo:

− Quero ver o tamanho do seu pau agora. Levante-se.

Ele fez o que ela pediu. Pensando no celular guardado no bolso do paletó, achou que seria uma delícia tirar umas fotos daquele rabo espetacular.

Com as calças e cuecas arriadas, Tadeu exibiu o tamanho do seu potencial e Laura segurou o riso. Coisinha sem graça mesmo duro. Imaginou aquele cacete entrando e saindo dela. Nem por todo o dinheiro do mundo.

− Deita aí.

Laura ordenou com a voz fria. Tadeu piscou.

− Hein?
− Deita na mesa.
− Mas quem tem que deitar é você.

Os conhecimentos de artes marciais de Laura deixaram Tadeu deitado sobre a mesa, praticamente imobilizado. Com o rosto enfiado de encontro à mesa, Tadeu sofreu um princípio de pânico. O que aquela maluca iria fazer com ele?

− Relaxa, meu bebê – sussurrou ela roçando a buceta na bunda sem graça do Tadeu. – Você vai adorar esta nova experiência.

O contato da xoxotinha dela o excitou. De novo o pau começou a incendiar. Aquela mulher era doida. De repente ele sentiu seu cu sendo arrombado por algo grosso e duro, mais do que sua anatomia podia comportar. Ele tentou se virar para ver o que era aquilo, mas Laura o segurou. No quadril dela havia uma espécie de cinto com um caralho preso na ponta. Era com aquilo que estava sendo arrombado sem dó nem piedade.

Sem nem poder chamar por socorro, Tadeu sentiu medo no início. E muita dor. A situação piorou quando percebeu que Lígia estava tirando fotos com o celular. Ou filmando. Ou as duas coisas. Na certa, a desgraçada iria postar no You Tube ou na intranet da empresa.

À medida que aquele trabuco cravava no seu cu adentro, Tadeu escutava o que a piranha dizia. E sem poder admitir, ele começou a curtir ser enrabado.

− Geme, meu amor… Geme mais alto.

E ele gemeu. Um tapa forte voou na bunda murcha dele.

− Rebola este traseiro pra mim, vai... Você consegue. Faz de conta que eu sou um moreno alto, musculoso e que adora um cu.

Tadeu rebolou. Primeiro, desajeitado. Depois pegou gosto pela coisa. Laura filmou tudo, até a violenta gozada que manchou o carpete debaixo da mesa, com um urro que foi ouvido até na sala da presidência.

Fim dos trabalhos, Tadeu restou prostrado de rabo aberto em cima da mesa, querendo mais. Laura se vestiu calmamente, pegou seus acessórios e aprontou-se para ir embora. Tadeu finalmente ficou em pé (já que sentar levaria um tempo) e perguntou:

− O que você vai fazer com a gravação?
− Para sua informação, minha irmã Lígia está doente e não vai poder vir hoje. Se eu fosse você não descontaria este dia de trabalho. Ah, e se você continuar perturbando minha gêmea, pode ter certeza que sua performance será apreciada por muito mais gente que você imagina. Tenha um bom dia.


Tadeu ficou paralisado por cerca de dez minutos. Meia hora depois tinha pedido demissão da empresa.

PARA SER FELIZ


ANTES EU PROGRAMAVA PARA SER FELIZ EM UM FUTURO DISTANTE. 

DEPENDIA DA CONQUISTA DE VÁRIAS COISAS A MINHA TAL FELICIDADE. 

ENTÃO DECIDI PARAR DE ME BOICOTAR E SER FELIZ COM O QUE EU TENHO. E 

OS MEUS SONHOS SE REALIZARAM NATURALMENTE.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

ME PEGA

ME PEGA, ME RASGA, ME DESCABELA

ME PUXA, ME BATE, ME SACODE


UM POUCO DE CARINHO NÃO FAZ MAL A NINGUÉM.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ONLY FOR YOU

Para você que me odeia eu desejo:

Muita paz no coração
Dinheiro
Grana
Sucesso
Saúde
Amor
Energia


Só que não