segunda-feira, 17 de março de 2014

O BALANÇO COR-DE-ROSA (parte 2)

Renata lutou contra a vontade de contar ao marido sobre o episódio no balanço. Ele iria desdenhar novamente. Mas o cheirinho da filha não abandonou suas narinas mesmo depois do almoço, quando Maria foi posta no bercinho para dormir. Claudio precisou sair, deixando-a sozinha em casa. Para se distrair, Renata preparou o bolo de chocolate preferido de Carol e somente depois de pronto se lembrou de que a filha não estaria ali para saborear.

Lágrimas vieram aos olhos dela quando cortou com a faca uma pequena fatia. Não seria bom chorar naquele momento. Estava na hora de Maria tomar a mamadeira e não queria que o bebê se assustasse. Renata colocou o pedaço do doce em um pratinho e levou para a filha mais nova provar. Com as pernas pesadas, ela subiu as escadas lentamente, mas, antes de chegar ao quarto, escutou as risadas de Maria. Achou estranho. Não havia sequer uma televisão ligada. O que estaria distraindo tanto a pequena?

Ela abriu a porta sem se preocupar em fazer silêncio. Ao contrário das outras vezes, Maria sequer olhou para a mãe. Para espanto de Renata, a garotinha estava em pé no berço, olhando para frente. Os bracinhos estavam estendidos como se quisesse o colo de alguém. E ela ria. Dava gargalhadas. Parecia estar muito feliz.

Um arrepio percorreu a coluna de Renata. À frente de Maria havia apenas a parede amarelo-clara, repleta de quadrinhos coloridos, entretanto era nítido que a bebê enxergava algo.

Ou alguém.

Carol. Ela estava lá visitando a irmãzinha.

- Carol, a mamãe está aqui.

A voz de Renata saiu como um murmúrio. Trêmula, ela deu alguns passos para frente, sem tirar os olhos do local que prendia a atenção de Maria. E de repente tudo passou. A garotinha encarou a mãe de dentro do berço com uma expressão estranha, como se a culpasse por ter quebrado todo aquele encanto. Carol havia ido embora. Renata sentiu o coração apequenar até se tornar quase nada.


Claudio chegou somente no final da tarde e encontrou Renata tensa andando de um lado para outro na sala, com Maria no colo. Ao vê-la daquele jeito pressentiu que algo ocorrera. E não devia ser nada bom.

- Aconteceu… alguma coisa?

Renata colocou a filha no tapete e se aproximou dele com os olhos brilhando, apesar da ansiedade.

- Algo incrível se passou aqui hoje.
- O que foi? – ele perguntou desconfiado do que seria. Mais uma das loucuras da esposa.
- Maria enxergou Carol hoje à tarde.

Lentamente Claudio deixou suas coisas em cima da mesa e se voltou para Renata, escolhendo bem as palavras.

- Como você sabe o que Maria enxerga?
- Entrei no quarto e a bebê estava olhando para frente, os bracinhos estendidos e dando enormes gargalhadas – Renata torcia as mãos ao falar. – Lembra como Carol gostava de pegar Maria no colo e se divertiam? Foi como era antes… antes dela ficar doente.

Ele suspirou, sem muita paciência.

- Escute, Renata. Você sabe como são os bebês. Maria estava simplesmente se divertindo sozinha.
- Divertindo-se com a irmã. Você não acredita em mim?
- Entendo que a morte de Carol esteja mexendo ainda com você, mas…
- Não quero discutir sobre isto, Claudio – retrucou Renata magoada. – Eu sei que nossa filha quer manter contato conosco. Eu sei! Se você fosse mais sensível, poderia sentir a presença dela também.
- Está certo – Claudio decidiu contemporizar tendo em vista o nervosismo da esposa. – Prometo de agora em diante tentar ficar mais conectado com estes assuntos espirituais, está bem? Só preciso de um tempo.

Renata sorriu, mais aliviada. Era tudo o que queria escutar. Claudio a envolveu em um longo abraço, preocupado com a sanidade mental da esposa.

Até onde aquela loucura iria?


Com o suposto apoio do marido, Renata se sentiu melhor. Preparou um jantar saboroso, serviu o bolo de chocolate e conseguiu manter uma conversação com ele sem tocar nenhuma vez no nome da filha morta. A paz durou até ambos irem dormir. Renata pegou no sono assim que pôs a cabeça no travesseiro. Acordou duas horas depois com sons de passos pela casa.

No mesmo momento ela sentou na cama e no segundo seguinte calçava os chinelos. O coração estava a mil quando abriu a porta do quarto. Os passinhos de Carol ainda se faziam ouvir, desceram as escadas e ganharam o andar de baixo. Uma bola se formou no peito de Renata. Ela estava lá! Carol, sua filinha perdida voltara! Tropeçando nas próprias pernas, Renata se precipitou corredor afora e quando se deu conta já estava quase no jardim. Podia escutar o som do balanço indo de um lado para o outro lá fora. Tinha certeza de que dentro em breve se depararia com filha de cachos louros andando no brinquedo de lá para cá. Havia sido um pesadelo e Carol estava viva! Aquele terror estava no fim.

Renata escancarou a porta triunfantemente, com o nome de Carol na ponta da língua para ser chamado.


No jardim imperava a solidão. E o balanço permanecia imóvel.

domingo, 16 de março de 2014

O BALANÇO COR-DE-ROSA (parte 1)

Renata acordou de madrugada em meio a um sonho perturbador. Ao seu lado, o marido Claudio dormia tranquilamente, sem imaginar o tamanho das emoções que assaltavam a sua esposa. Fazia apenas um mês que a filha mais velha, Carol, havia morrido de leucemia.

No sonho Carol estava viva e feliz. E andava de balanço no jardim. Da janela, Renata observava a filha de cinco anos no brinquedo, balançando-se de um lado para o outro, rindo. A gargalhada era possível de ouvir da janela do primeiro andar. De repente a garotinha a encarou lá de baixo e sua risada se transformou em um sorriso de sangue, um esgar aterrador. Foi neste momento que Renata despertou apavorada, vendo-se sentada na cama, olhando para os lados procurando a filha morta.

Sim, ela sabia que era loucura, mas mesmo assim se levantou, jogando as cobertas para o lado. Saiu do quarto de mansinho para não acordar o marido e se dirigiu até a janela do escritório, tensa e com o coração acelerado. Precisava confirmar que havia sido somente um sonho. Mais um entre tantos.

Renata afastou as cortinas violentamente e abriu a vidraça. Lá fora o balanço de Carol ía de um lado para o outro, suavemente. Não havia vento nenhum naquela hora.

− O balanço da Carol estava se movendo ontem à noite.

Era hora do café e Claudio lia o jornal à mesa atentamente. Renata se perguntava como o marido conseguia levar uma vida aparentemente normal tendo enterrado a sua primogênita há tão pouco tempo.

− Devia estar ventando.
− Não tinha vento nenhum.

Claudio largou o jornal em cima da mesa. Renata dava papinha para Maria, a filha bebê. Definitivamente, a esposa não estava se recuperando bem da perda da filha. E o pior de tudo é que parecia não fazer questão de superar a morte da Carol.

− Você sonhou.
− Sim, eu tive um sonho horrível com Carol e o balanço. E quando me levantei para conferir, o brinquedo estava lá, indo de um lado para o outro.
− Renata, você está sugerindo o quê?
− Estou afirmando que nossa filha está por aqui.
− E eu sugiro que você procure um psicólogo.

Renata torceu o nariz. Não precisava de tratamento. Só precisava de Carol. Claudio insistiu:

− Hoje em dias os medicamentos estão cada vez mais modernos. E você se sentirá muito melhor. Por que você não volta ao trabalho? Retome seus projetos de arquitetura.
− Preciso me dedicar a minha filha que sobrou.
− Maria está muito bem – replicou Claudio, apontando para a filha que batia palmas e ria com a boca desdentada. – Você não.

A mulher ficou em silêncio. Não demorou muito Claudio se fechou no escritório, deixando Renata tentando se ocupar com os afazeres da casa. Mas a visão daquele balanço se movendo não saía da sua cabeça. Aproveitando que Claudio estava totalmente imerso no seu trabalho, ela deixou o bebê no tapete macio da sala e foi até o jardim.

A manhã estava fria e Renata apertou o casaco ao redor do corpo. O balanço rosa estava lá, imóvel, como se a aguardasse. Com passos incertos, ela se aproximou do brinquedo, hesitante. Um aroma a envolveu. Era o perfume de morango que Carol usava.


... continua ...

quarta-feira, 12 de março de 2014

SEM MAIS

APRENDI QUE NA VIDA VOCÊ AMA OU NÃO AMA

PREFIRO O FRIO DOS TEUS OLHOS

AO MORNO DO TEU BEIJO.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

OUSADIA






A FELICIDADE TAMBÉM RESIDE NA OUSADIA

SE VOCÊ NÃO É SUFICIENTEMENTE FELIZ

TALVEZ NÃO TENHA SIDO OUSADO O BASTANTE

sábado, 28 de dezembro de 2013

AS GÊMEAS



Na empresa ela era vista como uma mulher recatada. Roupas sóbrias, cabelo sempre preso em um coque, Lígia era a imagem da boa moça. E fazia questão de manter esta aparência.

Devia ter uns 30 anos e era secretária de um dos gerentes da empresa, Tadeu, o mais sem vergonha. No início ele mal a olhava. Lígia era uma ótima secretária e só abria a boca quando solicitada. Pontual, se destacava por sua eficiência. Já as colegas, maldosas, chamavam-na às escondidas de madre superiora. Se ela sabia do seu apelido, era uma incógnita. E também se soubesse não daria a mínima.

Até que um dia o André chegou com a bomba explodindo nas mãos. Reuniu dois ou três colegas na copa e disparou:
− A Lígia é dançarina da Mãe Tábatha!
− Oh! – exclamaram os homens abismados. – Lígia, a virgem?
Mãe Tábatha era o puteiro de mais sucesso da cidade. As garotas da Tábatha eram gostosas, bonitas e segundo os frequentadores, faziam de tudo o que o cliente quisesse. Pagando bem, é claro.
− Não é possível – retrucou Tadeu, começando a suar. – A Lígia é praticamente uma freira. Nunca deve ter pego um pau na vida.

André sorriu malicioso.

− Mas ontem ela estava bem desinibida.
− Vocês treparam? – o pau do Tadeu endureceu.
− Não, cara. Ela não é pro nosso bico. Pelo que eu percebi, ela só vai com quem tem muita grana.

A curiosidade tomou conta do macharedo. Mas e aí? Como seria a Lígia debaixo de toda aquela roupa?

− Espetacular – André chegou a queimar a língua com o café. – Peitão sem silicone. As coxas na medida certa e o rabo…

Olhos ansiosos. Paus eretos.

− A Lígia tem uma bunda perfeita. Ela sabe como dançar. Empina bem o rabinho para cima, rebola, agacha, sobe bem devagar. O biquíni era mínimo. Sorte do pau que tem a chance de comer aquele bundão.

Tadeu saiu dali direto para o banheiro onde bateu uma punheta selvagem. Bem que tentou ser silencioso mas quando abriu a porta deu de cara com um dos chefes.

− Tudo bem, Tadeu?
− Ô – respondeu ele, abrindo a torneira para tirar a porra das mãos.

Ele voltou para sua sala se perguntando como iria encarar sua secretária dali para frente, agora que sabia da sua vida secreta. Lígia mal o olhou. Digitava ferozmente um relatório e se limitou a dizer, com sua voz fria e compenetrada:

− O senhor tem uma reunião daqui a dez minutos.
− Ah? Como? Sim, sim... Muito obrigado.

Tadeu se fechou na sala, o pau mais uma vez manifestando-se dentro das calças. Precisava urgentemente visitar a Mãe Tábatha.



Por uns dois dias seguidos Lígia percebeu que os colegas a olhavam de um modo diferente. A princípio não deu importância. Talvez fosse passageiro.

Mas não era. Os olhares permaneceram fogosos e lascivos. Não demorou muito para ela se dar conta que tudo havia sido descoberto. Meu Deus!

Naquela noite Lígia chegou em casa perturbada. Abriu a porta nervosamente e avançou em direção ao quarto. Lá dentro, uma mulher exatamente igual a ela estava sentada em frente à penteadeira, mirando-se no espelho atenta.

− Oi, maninha! Como foi seu dia?

Lígia encarou a irmã gêmea que passava um batom vermelho incandescente.

− Sabe que os homens adoram quando eu faço boquete com este batom? Ei, por que você está com esta cara horrível?
− Laura, eles descobriram tudo!
− Eles quem? Descobriram o quê?
Lígia largou a bolsa em cima da mesa e se aproximou da irmã.

− Meus colegas. Alguém deve ter visto sua apresentação na Mãe Tábatha e pensado ser eu!
− Não esquente – tranquilizou Laura, ajeitando os longos cabelos. – Não trepo com pobre. Seus coleguinhas não tem cacife para me bancar.
− Mas eles pensam que eu trabalho em um puteiro!
− E qual é o problema? Assim você perde um pouco da sua fama de moça virgem.
− Laura!
− Ei, confie em mim. Darei um jeito nisso se eles incomodarem você, ok?



Os colegas de Lígia não lhe deram trégua, no entanto. A cada dia que passava ela sentia os olhares gulosos dos caras tentando enxergar o que havia por baixo das suas roupas comportadas. Horrorizada, Lígia chegou a escutar um papo que eles estavam se combinando de visitar Mãe Tábatha no final do mês para uma noitada daquelas.

Mas o pior de todos era o Tadeu, o chefe dela. Acometido de um tesão profundo pela deliciosa secretária, ele não parava de lhe lançar olhares pervertidos e charadinhas de mau gosto. Certa manhã Lígia sentiu a mão dele passar sorrateiramente na sua bunda. Ela ficou chocada. Aquilo tinha sido intencional. Quando Lígia não suportou mais a pressão, caiu doente.

Quando Laura viu sua irmã ardendo em febre, sem condições de sair da cama um dia de manhã, decidiu que iria trabalhar no lugar dela. E um plano rapidamente se formou na sua mente.

Depois de medicar Lígia, a gêmea pegou as roupas decentes da irmã, vestiu-as e se olhou no espelho. Sim, estavam idênticas. Mas um olhar mais atento saberia que algo ali não estava no seu lugar. Laura mal podia esperar para chegar na empresa.



Ela chegou dirigindo o carro de Lígia. O porteiro a cumprimentou normalmente, talvez reparando que o andar da secretária do seu Tadeu estava um pouco mais sensual. Será? Laura se dirigiu calmamente ao quarto andar da empresa, cumprimentando seus colegas como se nada errado estivesse acontecendo. Olhou para o relógio. Estava meia hora atrasada. Quando abriu a porta da sala se deparou com Tadeu atendendo a uma ligação. Laura colocou suas coisas na mesa e esperou o chefe encerrar a conversa.

− Estes telefones já tocaram mais de mil vezes. Tive que sair da minha mesa para dar um jeito nisto aqui.
− Bom dia, seu Tadeu – cumprimentou Laura friamente.

A reação dela o surpreendeu. Ultimamente sua secretária andava muito nervosinha por terem descoberto suas putarias fora do expediente.

− Er… Bom dia. Passe no meu gabinete, por gentileza.

Laura mal o olhou. Arrumou suas coisas, organizou a mesa e esperou um minuto ou dois. Quando entrou na sala de Tadeu, trancou a porta sem que ele percebesse. Ele só foi se dar conta da presença da secretária quando a mulher já estava bem perto, deixando o longo vestido pelo meio do caminho.

− Lígia, o que é isto?

Laura sentou no colo dele de calcinha e sutiã e logo sentiu o pau duro do Tadeu forçar as calças.

− Então… Me conte o que você quer, meu cachorrinho. Por que você vem me olhando tão fogoso este tempo todo?

Tadeu mal pôde acreditar. Lá estava ela, sua comportada secretária, seminua e montada no seu colo. Mal podia esperar para contar para os outros aquela façanha.

− Quero comer sua bundinha. Estou alucinado por ela.

Laura voltou a ficar em pé. Sem nunca tirar os olhos dele, fez um mini streap-tease e em menos de 15 segundos estava inteiramente nua.

− Tá bom pra você? – perguntou ela cutucando o pau duro de Tadeu com o pé.
− Vira de costas. Quero ver sua bunda gostosa.

Tadeu se deparou com uma das mais belas bundas que já vira na vida. Perfeita, macia e empinada, do tamanho certo para uma excelente metida. Mas quando ele a tocou, Laura afastou a mão dele dizendo:

− Quero ver o tamanho do seu pau agora. Levante-se.

Ele fez o que ela pediu. Pensando no celular guardado no bolso do paletó, achou que seria uma delícia tirar umas fotos daquele rabo espetacular.

Com as calças e cuecas arriadas, Tadeu exibiu o tamanho do seu potencial e Laura segurou o riso. Coisinha sem graça mesmo duro. Imaginou aquele cacete entrando e saindo dela. Nem por todo o dinheiro do mundo.

− Deita aí.

Laura ordenou com a voz fria. Tadeu piscou.

− Hein?
− Deita na mesa.
− Mas quem tem que deitar é você.

Os conhecimentos de artes marciais de Laura deixaram Tadeu deitado sobre a mesa, praticamente imobilizado. Com o rosto enfiado de encontro à mesa, Tadeu sofreu um princípio de pânico. O que aquela maluca iria fazer com ele?

− Relaxa, meu bebê – sussurrou ela roçando a buceta na bunda sem graça do Tadeu. – Você vai adorar esta nova experiência.

O contato da xoxotinha dela o excitou. De novo o pau começou a incendiar. Aquela mulher era doida. De repente ele sentiu seu cu sendo arrombado por algo grosso e duro, mais do que sua anatomia podia comportar. Ele tentou se virar para ver o que era aquilo, mas Laura o segurou. No quadril dela havia uma espécie de cinto com um caralho preso na ponta. Era com aquilo que estava sendo arrombado sem dó nem piedade.

Sem nem poder chamar por socorro, Tadeu sentiu medo no início. E muita dor. A situação piorou quando percebeu que Lígia estava tirando fotos com o celular. Ou filmando. Ou as duas coisas. Na certa, a desgraçada iria postar no You Tube ou na intranet da empresa.

À medida que aquele trabuco cravava no seu cu adentro, Tadeu escutava o que a piranha dizia. E sem poder admitir, ele começou a curtir ser enrabado.

− Geme, meu amor… Geme mais alto.

E ele gemeu. Um tapa forte voou na bunda murcha dele.

− Rebola este traseiro pra mim, vai... Você consegue. Faz de conta que eu sou um moreno alto, musculoso e que adora um cu.

Tadeu rebolou. Primeiro, desajeitado. Depois pegou gosto pela coisa. Laura filmou tudo, até a violenta gozada que manchou o carpete debaixo da mesa, com um urro que foi ouvido até na sala da presidência.

Fim dos trabalhos, Tadeu restou prostrado de rabo aberto em cima da mesa, querendo mais. Laura se vestiu calmamente, pegou seus acessórios e aprontou-se para ir embora. Tadeu finalmente ficou em pé (já que sentar levaria um tempo) e perguntou:

− O que você vai fazer com a gravação?
− Para sua informação, minha irmã Lígia está doente e não vai poder vir hoje. Se eu fosse você não descontaria este dia de trabalho. Ah, e se você continuar perturbando minha gêmea, pode ter certeza que sua performance será apreciada por muito mais gente que você imagina. Tenha um bom dia.


Tadeu ficou paralisado por cerca de dez minutos. Meia hora depois tinha pedido demissão da empresa.

PARA SER FELIZ


ANTES EU PROGRAMAVA PARA SER FELIZ EM UM FUTURO DISTANTE. 

DEPENDIA DA CONQUISTA DE VÁRIAS COISAS A MINHA TAL FELICIDADE. 

ENTÃO DECIDI PARAR DE ME BOICOTAR E SER FELIZ COM O QUE EU TENHO. E 

OS MEUS SONHOS SE REALIZARAM NATURALMENTE.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

ME PEGA

ME PEGA, ME RASGA, ME DESCABELA

ME PUXA, ME BATE, ME SACODE


UM POUCO DE CARINHO NÃO FAZ MAL A NINGUÉM.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ONLY FOR YOU

Para você que me odeia eu desejo:

Muita paz no coração
Dinheiro
Grana
Sucesso
Saúde
Amor
Energia


Só que não

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O ACAMPAMENTO (FINAL)

7

Sílvia chorava abraçada a um travesseiro. Fabi, preocupada, tentava consolá-la:
− Não perca seu tempo chorando por aquele boçal, Sílvia.
− Artur disse que eu fiz um boquete nele! Mas eu estava dormindo! Dor-min-do!
− Ele estava bêbado. 90% do pessoal bebeu e foi dormir. Ele sonhou.
− Eu quero ir embora.

Fabi se desesperou. Se Sílvia partisse ela não poderia invadir o acampamento novamente e atacar Artur. Precisava da amiga por lá para poder se passar por ela.

− Não dá. Lembra que sua mãe assinou uma declaração que você só pode voltar com a escola?
− E o que eu faço?
− Nada. Deixe-o falar.
− Não vou à festa nenhuma mais. Hoje a noite vou ficar aqui – Sílvia declarou indignada.
− Tudo bem. Eu fico com você – retrucou a outra, mais aliviada.
− Ai, linda – e Sílvia segurou as mãos de Fabi. – Onde vou encontrar uma amiga como você?

Fabi sorriu, sem jeito. Se ela soubesse…

8

A noite chegou e com ela os preparativos para outra festa de arromba. Sílvia, como uma boa menina, sacou da sua mochila as agulhas de tricô e várias linhas. Quando Fabi perguntou o que era aquilo, ela respondeu docemente:

− Um blusão para o mô.
− Ah…

Ao redor das duas, as outras garotas soltavam gritinhos enquanto se arrumavam. Muitas bocas vermelhas, minissaias apesar do frio da serra, todas parecendo muito empenhadas em fazer daquela última festa a melhor de todas. A partida seria no domingo, após o meio dia. Sílvia estava louca para ir embora. Fabi nem tanto. Não sem antes fazer outro boquete demorado  no Artur.

As colegas saíram em bando para a festa por volta das dez horas da noite. Sílvia, bocejando e largando o tricô de lado, anunciou:

− Quer saber de uma coisa? Vou dormir.
− Mas já?
− Estou morrendo de sono. Você não?
− Muito.

Por dentro Fabi incendiava. Ela sentia tudo, menos sono. Estava disposta a ficar acordada a madrugada inteira somente esperando o grande momento chegar. Queria fazer Artur feliz novamente. Será que ele acreditara em Sílvia ou desconfiava que fora outra mulher quem lhe fizera o boquete? Isto não importava. Outra chance como aquela não apareceria nunca mais e Fabi não estava nem um pouco a fim de desperdiçar aquela grande oportunidade.

Sílvia pegou no sono logo. Fabi ficou acordada. De olhos fechados, fingiu que dormia quando as colegas chegaram por volta das 3 horas da manhã. Em menos de 20 minutos todas dormiam. A maioria tinha bebido demais. Quando o relógio bateu 04h15min da madrugada, Fabi repetiu o roteiro da noite passada. Vestiu o casaco, escondeu a peruca e saiu de fininho do alojamento. Lá fora a noite estava muito fria. Por dentro, Fabi queimava.

9

Ela empurrou a porta do alojamento masculino e se encaminhou até a cama de Artur. O garoto dormia pesadamente. Sem perder tempo, Fabi se aproximou e começou a repetir toda a operação da madrugada anterior. Com mais desembaraço, conseguiu puxar as calças de Artur. Logo o pau saltou e ela logo sentiu as calcinhas úmidas. Colou a boca no cacete dele e deu duas sugadas fortes.

Mas algo estava diferente.  Na noite passada o pau dele estava com outro sabor. Humm... mas até que estava bom.

De repente a luz acendeu. Fabi recuou e caiu sentada no piso frio. O alojamento todo estava iluminado. O professor de geografia a encarava surpreso. Ele puxou as calças para cima e arrancou a peruca dela.

− Fabíola! O que você está fazendo?
− Preciso explicar? – murmurou ela, vermelha de vergonha.
Artur surgiu de repente ao lado dela. Estava mais espantado que o professor.
− Então foi você quem me chupou ontem?

Fabi continuou sentada no chão, esperando que um buraco se abrisse e ela desaparecesse para sempre. Todos os meninos a encaravam divertidos. Sua mãe iria lhe matar…

10

A notícia correu logo. Fabíola estava na boca do povo já na hora do café. A história da peruca loira e o boquete em Artur e no professor de geografia renderia histórias para todo o ano letivo e além. Sílvia, quando soube do ocorrido, entendeu tudo. A peruca era exatamente igual ao seu cabelo, por isso Artur a abordara. Indignada, Sílvia rompeu relações com Fabi, jurando que nunca mais olharia para sua cara. Já as outras colegas a olhavam em um misto de inveja e admiração. Admiração? Sim, pois Artur já espalhara para todo mundo que o boquete de Fabi havia sido perfeito. Ela já aguardava uma punição severa e não sabia o que diria para seus pais quando chegasse em casa.

A viagem de volta foi um martírio. Fabi colocou um capuz na cabeça e os fones de ouvido para não ouvir as brincadeirinhas dos colegas. Mas o pior de tudo era sua amizade com Sílvia haver terminado. Não importava ser expulsa da escola, sofrer buliyng ou o castigo dos pais. Sua grande amiga e mentora agora a odiava. E com razão.

O escândalo realmente foi grande. Tão grande que Fabíola trocou de escola e perdeu a grana da mesada por tempo indeterminado. De repente tudo havia mudado. Novos colegas, ausência da Sílvia (a pior coisa) e saudade do pau do Artur. Os meninos da sua sala não lhe causaram nenhuma emoção – ou calor – em especial. Em suma, eram todos uns bostas. Fabi, com toda sua experiência em boquetes, começou a pensar na hipótese de atacar algum professor.

O de Química parecia ser bem dotado...

Mas algo aconteceu. Na sua segunda semana de escola nova o celular de Fabi tocou. No visor um número estranho. Puxa... talvez fosse Sílvia. Cheia de esperanças, ela atendeu afobada:

− Alô?
− Fabi? Sou eu. O Artur.

As pernas dela tremeram. Artur? Mas como ele descobrira seu telefone?

− Oi… oi, como vai você?
− Tudo legal. E aí? Topa dar uma voltinha?



sábado, 5 de outubro de 2013

O ACAMPAMENTO (PARTE 2)

4

Fabi não perdeu tempo. Afastou a coberta e foi lentamente abaixando as calças dele. Artur ligeiramente se mexeu, mas não acordou. As cuecas desceram junto e logo saltou seu pau, grosso e pronto para receber a boca ávida da Fabi.

Ela não tinha tempo a perder. Lembrando-se de tudo o que aprendera, Fabi encaixou sua boca no cacete do Artur, lambendo de alto a baixo. Queria sentir o gosto, se era tudo mesmo o que Sílvia havia anunciado.
Era. Que delícia. Nossa, chupar um pau era muito bom. Ela não tinha muito tempo. No máximo uns cinco minutos. Não podia correr o risco de alguém ou o próprio Artur acordar da bebedeira e descobrir que não era Sílvia e sim, ela.

Fabi sugou apaixonadamente o pau de Artur, perdendo um pouco a noção do tempo. Afagou as bolas e as lambeu e beijou como se fosse a última vez que fosse fazer aquilo. Talvez fosse mesmo. Depois de alguns minutos, ele gemeu e Fabi subitamente tirou a boca. Artur a olhava, meio zonzo.

− Silvia? – murmurou ele, sem poder acreditar.

A garota balançou a cabeça fazendo que sim e Artur se acomodou melhor para receber aquela boca macia. Ele mal podia acreditar. Sílvia finalmente havia se rendido. Era louca! Fazer um boquete no meio do alojamento era simplesmente incrível.

Artur segurou a cabeça dela e a forçou para baixo. Ela continuou em um boquete fantástico. Chupou, lambeu, beijou a cabecinha do seu cacete inúmeras vezes. Adorou quando ela massageou aquele lugarzinho mágico entre seu cu e o pau. E quando a Sílvia fez o fio terra, Artur não aguentou. Gozou na boca da garota, segurando alguns gemidos. Quando se recuperou, agora acordado, ela já havia desaparecido.
Mas aquilo não havia sido um sonho.

5

Silvia se acordou com um barulho de água e com a cama vazia ao seu lado. Fabi? Era ela quem estava no banheiro? Encontrou a amiga lavando a boca, totalmente vestida. Não havia sequer tirado aquele casaco horroroso que ela teimava usar.

− Fabi? Você está bem? Está vomitando?
− Não – respondeu Fabi, tentando tirar a porra do Artur da sua boca. – Só estou com sede.
− Achei que você estivesse passando mal.
− Estou ótima – garantiu. E como estava. Sentia-se a super mulher. Artur havia delirado com seu boquete. Pena que por enquanto o garoto não poderia saber que havia sido ela. Quem sabe em um futuro próximo...
− Bem, vamos voltar para a cama. Daqui a pouco vai amanhecer.

Fabi aconchegou-se mais ainda no casaco, temendo que a amiga reparasse na peruca loira. Mas nada aconteceu. Sílvia caiu dura na cama e Fabi teve sonhos maravilhosos, onde era a garota mais sexy da escola e todos os garotos a desejavam.

Durante o café da manhã, Fabi reparou que Artur não parava de olhar para Sílvia, que não percebeu a intensidade dos olhares do colega. A conversa entre os dois só foi rolar mais tarde, durante o passeio de compras no centro da cidadezinha. Fabi se distraiu e foi o bastante para Artur se aproximar de Sílvia dentro da loja. De longe ela observou, curiosa, o papo que se desenrolava. Mas não se preocupou em ler lábios. Sílvia lhe contaria tudo mais tarde. E, pelo visto, sua amiga não estava gostando nada, nada daquela conversinha.

6

Sílvia estava experimentando uma pulseira quando sentiu alguém perto lhe rondando. Antes que se voltasse para ver quem era, escutou uma voz muito perto do seu ouvido:
− Oi…

Ela deu um pulo para o lado. Artur a encarava com um jeito meio estranho, quase íntimo.

− Oi.
Ela deu-lhe as costas novamente. O garoto insistiu.

− Achei incrível seu desempenho.
− Ah… − fez ela, acreditando que Artur se referia a sua performance na pista de dança. – Eu adoro dançar.
− Opa! Não estou falando sobre isto.

Sílvia resolveu o encarar de vez. Desconfiada, perguntou:

− Está falando sobre o quê, então?
− Sobre o boquete… − sussurrou Artur.

A cara de asco que Sílvia fez surpreendeu-o totalmente. Ela praticamente vomitou em cima dele enquanto dizia:

− Boquete?

Toda  a loja escutou. Artur se constrangeu. Algo estava errado. Aquela garota era louca.

− Sim, eu…
− Eu só faço boquete no meu namorado! E só!
− Mas e ontem à noite?
− Ontem à noite eu dancei e fui dormir.

Ela estava à beira de um surto. Sentia-se ultrajada.

− Dormir? E o meu boquete? Quem fez?
− Não sei!

Descontrolada, Sílvia atirou a pulseira sobre o rapaz e saiu correndo da loja. Pegou Fabi pelo braço e a arrastou até o acampamento aos prantos. 

... continua...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O ACAMPAMENTO - PARTE 1

1

Silvia era a garota mais desejada da escola. E a mais invejada pelas meninas. Vivia rodeada pelas outras que copiavam seu cabelo, roupas e ate o jeito de falar. E sua melhor amiga, a única que Sílvia confiava de verdade, era a Fabi.

Fabi. A patinho feio da escola. Mesmo que um dia ousasse imitar Sílvia, jamais conseguiria. Cabelo escorrido, castanho sem brilho e magra demais. Bem ao contrário da exuberância loura da amiga, cujos peitos e coxas pareciam querer saltar das roupas.

Mesmo assim, com todas as diferenças, as duas se davam muito bem. Era para Fabi que Sílvia contava suas aventuras com o namorado, as brigas, as dores e as alegrias. Fabi a adorava de verdade, mesmo que no fundo se ressentisse com a invisibilidade que lhe cabia quando estava ao lado da amiga. Não reclamava. Sílvia era muito legal. E ultimamente começara a lhe dar dicas. De como se vestir, caminhar, olhar para os meninos…

De como fazer sexo.

Aos 17 anos podia se dizer que Sílvia já possuía uma boa experiência sexual. Ela namorava um cara mais velho, que fazia faculdade e, portanto, devia saber muita coisa. Sílvia era uma boa aluna. Aprendeu tudinho e decidiu que sua feiosa amiga Fabi também tinha direito de saber das coisas. Pelo menos na teoria.

E Fabi era uma boa ouvinte. Quando as duas se viam sozinhas, longe das colegas, irmãos e pais, Sílvia assumia seu ar professoral. Fabi escutava a tudo com todos os neurônios ligados. Não tinha a menor ideia de quando começaria a pôr em prática os brilhantes ensinamentos da amiga, mas havia uma luz no horizonte. Um evento muito importante se aproximava.

O acampamento.

As férias de inverno estavam prestes a começar e o acampamento era a grande atração dos alunos do terceiro ano. Festas, paqueras, sexo. Fabi queria muito ir. Estava afim do Artur, o gato mais popular da escola e que nunca tirava o olho da Sílvia. Com os conhecimentos que obtivera da sua amiga, Fabi tinha certeza de que poderia passar uma noite inteira com ele e satisfazê-lo por completo. No entanto, Artur primeiro precisava saber que Fabi existia.

2

Seriam três dias de muita loucura. Pelo menos foi isso que os alunos do 3º ano prometeram. Com muitas recomendações que entraram por um ouvido e saíram pelo outro, todos subiram à serra em um ônibus da escola prontos para tornar aquele final de semana inesquecível. Para Fabi as coisas não começaram muito bem. Artur foi mais rápido. Antes que ela tomasse lugar ao lado da amiga, o garoto chegou primeiro e foi xavecando inutilmente Sílvia até chegarem ao acampamento, em uma viagem que durou duas horas. Sílvia pouco o olhou. Ficou o tempo todo no celular fingindo que olhava as mensagens, respondendo aos monossílabos ou observando a paisagem. Fabi foi obrigada a sentar ao lado da Debora, uma garota chata e que pensava ser Sílvia. O papo foi tão enfadonho que Fabi dormiu na metade da viagem e só foi acordar com o friozinho cortante da serra, agarrada na mochila. Sim, pois dentro da mochila havia algo que ninguém podia saber que ela havia trazido.

A peruca loira.

Se sua melhor e fiel amiga soubesse, certamente a amizade seria cortada naquele momento. Mas Fabi esperava que ela jamais descobrisse ou, se isso acontecesse, que a perdoasse. Seu plano era o seguinte: depois das festas, com todo mundo bêbado ou quase, invadiria o alojamento masculino e atacaria o Artur. Disfarçada com a peruca loira. Longe de estar sóbrio, o garoto seguramente pensaria ser Sílvia. E se entregaria a uma noite de sexo com Fabi. Era a única maneira, por enquanto, de conseguir uma boa transa com alguém que prestasse. E depois… bem depois era outro assunto.

3

Meninas de um lado, meninos de outro. Era assim que funcionava. Os professores escalados para acompanhar e fiscalizar aquela trupe de loucos prometeu que ninguém iria invadir o acampamento de ninguém. Mentira. Sempre um ou outro dava uma escapadinha. Fabi estava ansiosa por participar da festa logo mais. Sílvia nem tanto. Sofria de saudades do namorado e ameaçou não ir. Fabi implorou. Sentia-se segura somente ao lado dela. As outras garotas também pediram. E lá se foram todas.

Enquanto os outros bebiam álcool e os professores faziam vista grossa, Fabi ficou só no guaraná. Mas Sílvia resolveu se soltar. Deu um show na pista de dança para tesão do Artur e dos outros garotos. As colegas se esforçaram para acompanhá-la na performance, mas não teve jeito. Sílvia arrasou, esnobou os garotos e antes das duas horas da manhã decidiu que iria voltar para o acampamento e dormir. Fabi que até então tentara inutilmente chamar atenção de Artur ou de qualquer outro garoto, decidiu abandonar a festa também. Seus planos continuavam em pé.

Sílvia pegou no sono logo que encostou a cabeça no travesseiro, esgotada. Fabi manteve os olhos abertos. A festa durou até às três horas da manhã, quando os professores resolveram mandar todo mundo ir dormir, já quem nem eles próprios se aguentavam em pé. Fabi escutou quando as colegas voltaram para o alojamento, algumas falando mais alto por estarem bêbadas. Logo o silêncio reinou. Ela consultou as horas. 4:30 da manhã.

Sorrateiramente, Fabi abriu a mochila e colocou a peruca por dentro do casaco. Pé ante pé saiu do alojamento, mal respirando, e ganhou a noite. Lá fora estava frio, muito frio, porém Fabi estava pouco se lixando. Colocou a peruca quando já estava próximo do alojamento masculino. A porta estava entreaberta. Fabi respirou fundo e entrou. Todos dormiam. Sabia onde estava Artur. Era perto da porta. Ouvira ele se gabando disso para seu amigo, pois assim ficava mais perto de poder dar uma escapadinha.

Fabi logo o encontrou. Ele dormia, lindo e bêbado. Não havia nem tirado a roupa. Era todo dela.

Todinho.