sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

COM ELE NA PRAIA - Parte 1 (erótico)




Verão é super bom. Pelo menos eu assim achava. Nossa casa na praia estava sempre cheia de gente, parentes principalmente, que por lá se instalavam para passar o verão. Meus pais, ótimos anfitriões, adoravam receber. Eu também. Mas depois dos 18 anos comecei a perder a paciência com a falta de privacidade. Tios, primos, amigos dos primos, vó, amiga da vó. Todo mundo tropeçando um no outro, colchões espalhados pela garagem e pela sala, barracas no jardim. Churrascada e pagode quase todos os dias. Por fim, perdi a paciência. Depois de um tempo decidi começar a passar o verão em outras paragens, com meus amigos ou o namorado de plantão.

Até que um dia decidi voltar para a casa dos meus pais na praia. Foi quando revi meu primo, o Fabinho.

*
Eu não via o Fabinho há uns dois anos. Ele nunca foi muito de ficar conosco na casa da praia, apesar de ser afilhado dos meus pais. Para falar a verdade, eu já nem lembrava dele direito e pouco ouvia falar na pessoa. Naquela temporada minha mãe abriu a casa já no Natal. A parentada veio chegando aos poucos. Os dias passavam e eu me perguntava até quando aguentaria aquela casa cheia e banheiro sempre ocupado. Não dei mais que dez dias como prazo para o meu saco estourar.

Era uma quinta-feira de janeiro quando meu pai comunicou que o Fabinho viria passar alguns dias com a gente na praia. Naquela época incrivelmente só estávamos nós, os donos da casa. Eu nem dei bola. Soube que meu primo viria com a namorada, quase noiva e logo minha mãe tratou de reservar um quarto só para o casal. Lá eu dividia o meu quarto com minha irmã mais nova, a Vanessa. Achei o cúmulo o Fabinho ter um quarto só para ele.

Ele chegou na sexta-feira quase ao meio dia. Eu recém estava voltando da praia, de biquíni e cabelo escorrendo água salgada. De longe percebi um carro estranho chegando e uma movimentação ao redor. Só o reconheci quando me aproximei do portão da casa. Meu Deus. Fabinho estava lindo.

Por algum motivo, minhas pernas tremeram. Resolvi respirar fundo para me acalmar. Fabinho tinha desenvolvido os músculos durante o tempo em que ficamos sem nos ver. O cabelo comprido batia no ombro e levantava quando soprava a brisa do mar. Fui descendo meu olhar para bunda e coxas. Tudo nele era apetitoso. Eu e Fabinho tínhamos apenas dois anos de diferença. Ele devia estar com uns 24 anos. De pura gostosura.

Foi quando me deparei com a namorada-noiva do meu primo. Ela também havia saído do carro, porém eu estava tão absorta devorando Fabinho com os olhos que nem tinha percebido aquela coisa aguada me encarando.
Ridícula. Foi isto o que eu pensei. Loira, de cabelo liso e bonita, ainda assim a namorada dele era sem sal. Ela percebeu o quanto eu babei por ele e por isto me encarou furiosa. Naquele momento eu decidi que transaria com o Fabinho. E se eu quisesse, até faria com que ele se apaixonasse por mim.

— Vitória, lembra do Fabinho? ─ meu pai perguntou, tentando fazer graça.

Fabinho olhou para trás e deu de cara comigo. Percebi que meu primo fez uma análise rápida de mim. Não consegui perceber se ele havia gostado ou não do que estava vendo.

— Oi, Vitória ─ cumprimentou aproximando-se de mim. Ele me deu um rápido beijo no rosto, mas eu ainda tive tempo de sentir o perfume gostoso dele.

— Oi, Fábio ─ respondi tentando controlar meu tesão. — Você está muito bem.

Acho que ele ficou um pouco constrangido, talvez por estar com a namorada junto, observando a tudo. Fabinho olhou para ela e a puxou para mais perto.

— Esta é a Claudia, minha noiva.

Noiva? Ex-noiva.

— Oi ─ disse eu, mas sem olhar para ela.

A vaca nem me respondeu. Minha mãe reparou no clima ruim que se formou e mudou de assunto, perguntando pela minha tia e o resto da família. Em pouco tempo estavam todos dentro de casa, inclusive eu. Enquanto meu pai os levava para o quarto onde ficariam, minha mãe me arrastou para um canto da cozinha. Pensei até que ela fosse me bater.

— Pensa que eu não vi seu olho comprido para o primo? Vitória, você não vai destruir mais um noivado.

Minha fama de destruidora de relacionamentos ainda reinava na família. Há mais ou menos cinco anos, minha tia mais nova, irmã da minha mãe, arranjou um namorado galã, muita coisa pra ela. Não tive dúvida. Na primeira oportunidade, em um churrasco familiar, eu o levei para o quartinho da empregada e transamos ali mesmo. Fomos flagrados e o escândalo foi geral. Minha tia terminou o namoro e se mudou para o Nordeste. Até hoje ela me odeia. Posso dizer que traumatizei minha família. Apertando o meu braço com força, Dona Neusa, minha mãe, parecia que ía entrar em surto.

— Você não vai nos envergonhar de novo!
— Assim você me ofende ─ respondi sem convicção, sabendo muito bem o que eu iria fazer.

Só fui ver meu primo de noite. Passei praticamente o dia todo na praia surfando e quando voltei encontrei Vanessa, Fábio e Claudia na varanda tomando chimarrão. A loira idiota nem olhou para o meu lado. Meu primo me cumprimentou bem comportado, mas percebi que havia um interesse disfarçado sobre mim.

— Mana, estamos combinando de ir ao Centrinho. Quer vir com a gente?

Era tudo o que eu queria. Claudia fez uma careta de nojo quando eu respondi que sim.

— Claro. Estou precisando comprar umas bijus para mim ─ era mentira. — Só preciso tomar um banho antes.
Fábio não falou nada, acariciando a mão da noiva. Vanessa disse, muito animada:

— Certo, mas não demore. Estou louca para tomar sorvete.

Tomei um banho caprichado, tirei todo o sal do cabelo e pus meu melhor perfume. 

Quarenta e cinco minutos depois apareci com um short curto jeans quase mostrando a 

bunda e uma miniblusa que mostrava minha barriga sarada e meu piercing de coelhinha 

da Playboy. 

... continua ...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

APRESENTANDO...

Meu nome é Patrícia, sou escritora desde criança e tenho muitos textos guardados no meu pen drive. Espero poder dividi-los com vocês. Adoro escrever histórias de suspense, terror, comédia leve e eróticos. Venham me visitar!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

LONGA ESPERA

Penteei meu cabelo, pus meu perfume mais doce
Nos meus lábios, o batom mais vermelho
Sem demora me instalei na janela de cortinas floridas
Alisei meu vestido lilás de renda e fitas, caprichei no sorriso sedutor
Fiquei por horas seguidas esperando meu amor passar
Abanei para um, acenei para outro
Mas o rapaz de terno escuro desta vez não apareceu
A noite chegou e com ela meu desalento
Sentei na cadeira de balanço com meu bordado nas mãos
Oh, Deus, a única coisa que eu desejo para mim
É uma vida de sonhos, amor e paixão


MOÇO BONITO



Aquele moço moreno e bonito
Tímido, de sorriso acanhado
Me faz ter sonhos infinitos
Eu te quero meu namorado



terça-feira, 3 de novembro de 2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

sábado, 17 de outubro de 2015

VALENTINA, A GATA

Daqui enxergo o mundo. Já vi coisas que deixaram meus pelos amarelos eriçados. Hoje, no entanto, não me surpreendo com mais nada. Pelo contrário, acho tudo tão engraçado. Esses humanos, no fundo, me divertem.

Gosto de ficar aqui no telhado, quando o sol ainda não está quente. Fico sentadinha, vendo o mundo passar, longe da minha dona chata. Por que as pessoas não entendem que os gatos são diferentes dos cachorros? Eu gosto de passear sozinha, não preciso de ninguém para ficar caminhando junto comigo. Minha dona, aquela boba, deve ter me confundido com um cachorro assim que me tirou da companhia da minha mãe e dos meus irmãos. Onde já se viu gato com coleira? Miei tanto, fiz um escarcéu sem tamanho, e ela se viu obrigada a arrancar aquele troço antes que eu me enforcasse. Mesmo assim, ela insiste em colocar aquele maldito lacinho cor de rosa na minha cabeça. Claro, ele não sobrevive a um dia inteiro das minhas andanças. Às vezes tenho vontade de dizer para ela: Me esqueça! Mas sabe, ela faz umas comidinhas gostosas para mim. Será que existe alguém que saiba fazer um pedaço de carne tão gostoso igual ao que ela me faz? Minha dona é chata, mas cozinha bem. Eu não gosto de rações para gatos. 

 Humm... mas eu sou fascinada é pelo namorado dela. No começo ele não me dava bola. Mas eu me insinuei tanto, me esfreguei tanto nas suas pernas peludas que acabei por conquistá-lo. Aliás, eu sou uma conquistadora nata. Ai, ele é um gato de duas pernas! O lindo me adora. Daqui do telhado, vejo quando ele chega. Eu saio correndo, entro pela janela, pela área, por qualquer lugar e já me posiciono na porta. Ouço-o subindo as escadas, sinto o cheiro do seu perfume. Minha dona fica meio enciumada, mas a gata aqui sou eu.  Depois que eles se beijam, o namorado dela me pega no colo, me acaricia, até já me beijou no focinho! São nestas ocasiões que eu gostaria de ter duas pernas. Certamente minha dona já o teria perdido para mim. 

Ruim mesmo é quando chove. Argh, eu tenho horror a água. Aí não tem jeito. É ficar em casa, enroladinha, esperando a chuva passar. É um saco! Minha dona fica toda hora me colocando no colo dela, mas eu não fico ali nem um segundo. Que coisa, me deixa em paz. Tenho vontade de dizer a ela que vá comprar um cachorro. Ou vá fazer um filho.

Ontem o gato da vizinha veio aqui em casa me namorar. É um gatão branco, peludo, de pedigree. Claro que ele entrou escondido, o sem vergonha. Que felino bonito... acho que estou ficando apaixonada, logo eu, imagine só. Mas não tem como resistir àqueles olhos amarelo-esverdeados, o ronronar sedutor. Ele sabe como tratar uma gatinha. E eu que me achava tão esperta, fui cair nas suas armadilhas. Se minha dona sabe, corre com o peludo daqui. 

Daqui do telhado enxergo o mundo, o meu mundo. Ele é tão grande e às vezes pequeno demais. Mas chegará o dia em que vou criar coragem de transpor os muros e conhecer outras paisagens. E depois, será que vou querer voltar?



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

CLAUDIOMIRO, O CARA

Claudiomiro, ou melhor, Cacau, tinha 18 anos quando estourou no universo futebolístico. A sequência de gols que empilhou no juvenil do time sem expressão que atuava logo chamou a atenção dos dirigentes. Em pouco tempo já jogava na equipe principal. E, no ano seguinte, seus passes, dribles e jogadas geniais levaram Cacau a ser contratado por um dos maiores times do Rio de Janeiro.

A fama chegou rápida e trouxe de arrasto mulheres de todas as faixas etárias. Cacau encheu o corpo de tatuagens imitando seus outros colegas de profissão e inventou um penteado maluco copiado por 10 entre 10 garotos. Ele era o tal.

Sua presença desencadeava gritos histéricos de hordas de adolescentes em surto sexual. Capas de revistas, casinhos amorosos sem compromisso, treinos e jogos. Esta era a vida do Claudiomiro. Suelen se apaixonou perdidamente por ele. Suelen, vinda da periferia, bonitinha, loira de farmácia, ensandecida de amor pelo astro em ascensão.

Suelen trocou de time de coração para torcer por seu ídolo. Sentada e uniformizada frente à TV durante as partidas, ela assistia a tudo, menos futebol. Impedimento? Como assim? Os olhos não desgrudavam da camisa suada dele, das penas compridas e musculosas, do abdômen tanquinho. Era um homem e tanto, e com apenas 19 anos! A parede do quarto da Suelen não tinha mais espaço para tanto pôster do Cacau. Na semana anterior havia rolado no chão com uma garota da escola depois que a outra afirmou em alto e bom som que Suelen era muito chinelona para namorá-lo. Depois do barraco, Suelen voltou para casa orgulhosa de ter quebrado dois dentes da rival. Pena que o Cacau morava longe da sua cidade, distante muitos quilômetros de onde Suelen vivia. Ela tinha uma certeza, porém. No dia que Cacau pusesse os olhos nela, se apaixonaria no mesmo instante, perdidamente. E a partir daí ambos viveria um conto de fadas.

Quando o time do Cacau veio jogar na cidade da Suelen, ela simplesmente enlouqueceu. Foi no primeiro tatuador que encontrou e pediu que ele tatuasse “Forever Cacau” no antebraço, grande, em letras pretas. Depois convocou algumas amigas também fãs do moço e foram todas para a frente do hotel onde o time estava concentrado, com cartazes, faixas e muita gritaria. Tanto esforço valeu uma entrevista em rede nacional, onde Suelen apareceu se debulhando em lágrimas, mostrando a tatuagem feita em homenagem ao ídolo e declarando que o amava mais que a si mesma. Ao contrário do que pensava, aquilo não foi o bastante para que alguém a pusesse frente a frente com Cacau. A única coisa que restou foi Suelen ir ao jogo e ficar se esgoelando na geral, durante os 90 minutos, pelo nome do astro. O time dele perdeu, mas naquele dia Suelen voltou para casa com trocentas fotos no celular, muito emocionada. Havia visto seu futuro marido de perto. E então, a partir desse momento, começou a planejar uma viagem para se encontrar com ele. Ninguém poderia saber. Era segredo. O plano era sair de casa durante a madrugada e pegar um ônibus para o Rio de Janeiro. Daria um jeito de conhecê-lo e deixá-lo perdido de amor. Suelen confiava no seu taco.

Um anúncio mal feito colado em um poste dizia que Madame Anunciação traz seu amor de volta em três dias. Suelen pegou o pouco que sobrou da sua bolsa de estágio e marcou uma hora com a cartomante. Só queria que ela confirmasse o que já sabia: que Cacau muito em breve seria todinho seu.

Madame Anunciação lhe atendeu em um ambiente perfumado, com um lenço na cabeça e uma bela bola de cristal na frente. Suelen, constrangida e nervosa, logo contou o motivo da sua visita. Falou até demais. Revelou que acompanhava a vida de Cacau desde o início da carreira dele, que o quarto era tomado por fotos e posters gigantes e que tinha certeza que um dia iriam casar. Só queria uma confirmação antes de pegar o ônibus fugida para o Rio. Mostrou a tatuagem e a intenção que tinha de fazer outra por dentro do lábio.

Olhando atentamente para a bola de cristal feita de vidro, Madame Anunciação segurou o riso com esforço. Mais uma trouxa. Precisava manter o foco e não se trair. Não fazia meia hora havia visto em vários sites de notícias, fotos de Cacau com sua nova namorada, uma dançarina peituda e bunduda, loira e bonitona, ambos abraçados, jurando amor eterno. E ali estava aquela moça, sentada a sua frente, sonhando em casar com outro deslumbrado pela fama, possivelmente um ignorante que tivera a sorte de se dar bem no futebol. Que Deus lhe desse juízo suficiente para conseguir aprender algo com a fama,  tão efêmera e tão cruel. E que fizesse grana de uma vez.

A vidente – que nunca foi vidente – fechou os olhos procurando as melhores palavras. Quando encarou novamente a mocinha, disparou de uma vez só:

— Você nunca ficará com ele. Não está escrito em lugar nenhum do universo que vocês se encontrarão um dia.

Suelen tomou um susto. Empalideceu, balbuciou, tentou argumentar alguma coisa. Com lágrimas nos olhos, Suelen pagou o que devia e saiu atordoada dali. Não era possível, dizia ela para si mesma, pensando na grana guardada dentro da caixinha para a viagem que pretendia empreender tão breve. Cacau não será meu, ele não será meu...

Cega pelas lágrimas, Suelen atravessou a avenida sem olhar para os lados. Não deu tempo de o ônibus frear.


sábado, 3 de outubro de 2015

FIM DE PAPO

Ele conduzia o carro pela estrada cheia de curvas, encrustada na serra. A paisagem era bonita, o sol iluminava a vegetação, um dia perfeito para um passeio com uma boa companhia. Mas ele estava sozinho. Quer dizer, Tatiana estava ao seu lado, de olhos fechados, presa no cinto de segurança. Não era uma boa companhia a Tatiana.

Ela estava morta.

Quem ultrapassava o carro de Breno e se prestasse para reparar quem era o passageiro não veria mais que uma moça bonita em sono profundo. A echarpe preta, comprada em Paris em uma viagem romântica um ano antes, escondia o corte profundo da garganta de Tatiana. Breno sorriu. Não havia sido difícil matar a esposa. Ela sempre fora de estatura pequena, frágil. O problema fora matar o Ricardo. O cara era forte, cheio de músculos, boa pinta. A boa estampa certamente atraíra Tatiana, cansada dele, Breno. Cara chato, sem grana e barrigudo com quem tinha casado há 3 anos. Breno um dia fora um pedaço de mau caminho. Depois relaxou. Engordou, ficou careca e, não demorou muito, corno também.

Bem, Ricardo estava morto. Foi preciso três pancadas na cabeça dele com uma pá para dar fim naquele traste. O corpo ainda estava no apartamento de Breno na cidade, esperando para ser desovado em algum lugar ermo durante a madrugada. A preocupação de Breno agora era se livrar da puta.
O homem pegou uma estrada secundária sem asfalto e que jogava terra por todos os lados. Ele conhecia muito bem aquele lugar. Havia ido várias vezes com a Tati passear por ali, admirar o vale e a natureza exuberante. A esposa adorava aquele lugar, por isto Breno escolheu que ali seria um bom lugar para deixar seu ex-amor. Aliás, ela não merecia mais que um lixão. Mas, puxa... a infeliz estava morta. Era só jogar o corpo despenhadeiro abaixo e tudo estava acabado.

Ele parou o carro na beira da estrada. Era raro qualquer veículo transitar por ali. Fumando e aparentando calma, Breno abriu a porta do carona, pegou Tatiana no colo e sem dificuldade a carregou até a beira do penhasco. Antes de jogá-la, deu uma tragada funda no cigarro e o apagou no chão. Olhou para Tati, beijou-a na testa e no momento seguinte a projetou no ar. Fechou os olhos para escutar melhor o som do corpo batendo nas pedras e galhos de árvores. Depois, silêncio.


Fim de papo. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

NA SAUNA






Ele era alto, moreno de olhos verdes, corpo bem trabalhado na academia. 50 anos completados na semana anterior. Bem sucedido, carismático, o sorriso mais lindo que já vi na vida.

Puta merda. Ele era meu padrasto.

Eu tinha 19 anos. Minha mãe se separou do trouxa do meu pai quando eu nem bem tinha completado três anos de vida. Desde então a vida dela foi uma eterna busca pelo homem perfeito (?), coisa que parecia cada vez mais difícil de encontrar. Era possível dizer que com a minha pouca idade até eu já conhecia mais homens que ela.

Enfim, um dia o passarinho azul atravessou o caminho da minha mãe. De uma hora para outra ela mudou. O semblante sério deu lugar a risadas fora de hora, esmalte vermelho nas unhas e mais visitas ao salão de beleza. Não foi preciso ninguém me contar que tinha homem na jogada.

Conheci o Regis em um almoço de família onde ele foi apresentado oficialmente para todo mundo. Eu babei, minhas tias babaram, minhas primas babaram, minha avó se encantou. Não era para menos.

O Regis era simplesmente tudo de bom.

Lembro que naquele mesmo almoço ele vestia uma calça jeans clara e que marcava sua linda bundinha. Se alguém percebeu, não sei, mas meus olhos não desgrudaram daquela bunda nem por um minuto. A única coisa que me lembro foi de ter dito para mim mesma que pela primeira vez na vida minha mãe tinha dado uma dentro.

Bem, o namoro rendeu. Rendeu tanto que decidiram se casar. Quase surtei, juro. Uma coisa era ver o Regis uma ou duas vezes por semana. Mas juntar os trapos?! Isto significava que aquele baita homem viveria em nossa casa. Ou nós na dele, tanto faz. E como resistir a tamanha tentação? Pensei seriamente em me mudar e deixar que eles vivessem sozinhos, em seu ninho de amor. Quando propus isto para minha mãe, ela refutou na hora. Claro que não expliquei os motivos para querer sair de casa e acabei ficando. Meu Deus, eu fiquei.

Nos mudamos de mala e cuia para a casa do Regis. Felizmente a casa era grande. Eu podia me perder lá dentro e evitar sua presença se assim eu quisesse. Mas eu não queria. À medida que o tempo foi passando percebi porque minha mãe era tão louca por ele. Meu padrasto era um ser apaixonante. O sorriso e a gargalhada dele enchiam a casa e logo eu também me vi ensandecida. Eu tinha um namorado. Paulinho. Tudo nele era “inho”. E comparado com o Regis, meu querido perdia disparado.

Uma bela noite minha mãe ligou para casa e avisou que teria uma reunião até mais tarde. Resultado: eu e meu padrasto sozinhos em casa. Cheguei a ter uma palpitação. Nossa, será que se eu desse mole para ele, alguma coisa poderia acontecer? Eu estava tão desesperada de tesão que estava a fim de jogar tudo para cima apenas para desfrutar de algumas horas com o cara.

Percebi quando Regis pegou suas coisas e foi para a sauna. Era um dos hobbies dele. Minha mãe detestava e nunca o acompanhava. Bem, a partir daquela noite a solidão do meu padrasto na sauna chegaria ao fim. Vesti um top e um short bem curtinho que mal tapava a bunda. E lá fui eu.

Abri a porta da sauna já fazendo carão. Queria que ele se impressionasse com meu jeito sexy. Regis estava de olhos fechados e descerrou as pálpebras devagar quando se deu conta que não estava mais sozinho.

Nossa, ele estava nu. Inteiramente. O pau com que eu tanto sonhava estava ali ao meu alcance e o calor que me consumia era bem maior que o da sauna.

 − Quer um boquete? Eu sei fazer um melhor do que qualquer mulher.

Ele me encarou como se não acreditasse no que estava vendo. Mas antes que pensasse em me expulsar dali, aproximei-me rapidamente e me ajoelhei na sua frente. Não, ele não me afastou. Pelo contrário. Enfiou aquele pau de 22 centímetros dentro da minha boca. Quase me engasguei. Estava acostumada com o “inho” do Paulinho e pensei que fosse morrer asfixiada. Porém esta sensação durou por poucos segundos. Logo me adaptei àquele pau incrível e o chupei com tanta vontade que logo comecei a escutar os gemidos dele.

Fiquei totalmente empolgada. Do caralho passei para as bolas dele. Ricas bolas, por sinal. Era tudo o que eu amava. Lambi, chupei, beijei. Peguei o cacete para chupar de novo como se aquilo fosse meu troféu. Ah, como eu queria poder tirar uma foto daquele momento e guardar para sempre.

De repente meu padrasto me puxou para cima. Suas mãos procuraram avidamente os botões do meu short. Uau!!! Ele queria me comer. Eu o ajudei e logo estava nua inteirinha na frente dele. Sentei-me em cima do pau do Regis e logo aquele tronco invadiu minha buceta de alto a baixo. Até então nunca tinha transado com um cara tão bem dotado e sinceramente no início foi um pouco desconfortável. Achei que seria rasgada. Não que me importasse. Com dor ou sem dor era uma maravilha poder cavalgar o Régis, sentir os dedos dele no meu cuzinho e a língua nos meus seios. Será que ele fazia isso com minha mãe? Duvido. Ela era muito tradicional e certinha. Não era para menos que o Régis estava me comendo tão gostoso. E dali para frente sempre seria assim.

Ele gozou na minha buceta feito um cavalo e chegamos ao clímax praticamente juntos. Tentei não berrar muito, mas não teve jeito. Vi estrelas por toda a sauna, algo quase inédito para mim. E eu já sabia o que faria depois daquela sessão incrível de sexo. Telefonaria pro Paulinho e daria um fim no nosso relacionamento. Eu topava ser amante do meu padrasto sem problema nenhum.

Nos recuperamos por 10 minutos, enquanto eu o enchia de beijos. Ele já era meu e nem sabia disto ainda. Foi quando Regis me deitou no chão da sauna e me cobriu totalmente. Senti meu rabo sendo aberto pelas mãos fortes dele e previ a cena. Seria currada. E agora? O meu cuzinho não comportaria todo aquele pau.

Bom, isto não era problema do Régis quando ele enfiou sem cuspe o enorme caralho dentro de mim. Eu berrei enquanto ele urrava no meu ouvido:

− Rebola, vadia! Vai, mexe este rabão!

Aquilo me excitou. Só de tentar rebolar eu sentia dor, mas não me fiz de rogada. Obedeci-o totalmente, pois se eu não fizesse aquilo, outra iria fazer. Dor e prazer se misturavam naquela foda imperdível. Meus gritos se confundiam com os urros dele. Não sabia que era tão bom ser arrombada. Nossa, eu só desejava transar o resto da vida com aquele homem e minha mãe que se danasse.

Senti o jato quente de porra no meu rabo e o Regis desabando sobre minhas costas. Era ótima a sensação de ter um homem daquele tamanho deitado em cima de mim, me cobrindo com toda a sua masculinidade. Tadinho, ele estava tão cansado que nem tirou o caralho de dentro da minha bunda. Não me importei. Eu estava adorando aquilo.

De alguma forma eu peguei no sono por uns vinte minutos, creio. E quando acordei o Régis continuava na mesma posição. Em cima de mim, com o pau enterrado no meu cu. A sauna estava quente demais e depois de todo aquele exercício eu me sentia desconfortável. A pedida era um banho a dois bem juntinhos antes que minha mãe chegasse.

− Régis, meu amor… Vamos fazer outra coisa?

Silêncio. Nossa, eu tinha dado uma canseira no meu velho!

− Amor… Uma ducha cai bem agora.

Tentei me virar um pouco e olhei bem para o rosto dele. Régis estava com os olhos arregalados, babando no meu cabelo e ficando roxo.

Puta que pariu, ele estava morto!

Empurrei-o para o lado e meu padrasto rolou no chão ficando de barriga para cima. A visão era aterradora. Me vesti correndo e quando dei meia volta para sair daquele inferno, deparei-me com minha mãe parada na porta da sauna. Encaramo-nos por longos segundos. Eu podia ter dito várias coisas como “desculpe, foi uma fatalidade, meus pêsames.” Mas a única coisa que veio a minha mente foi:


− Pelo menos ele morreu feliz.

domingo, 2 de agosto de 2015

BOLO DE CHOCOLATE


No curso de Formação de Escritores que estou fazendo, o professor nos desafiou a escrever uma cena onde estivessem presentes os cinco sentidos: olfato, paladar, tato, audição e visão. Ou quase todos. O resultado desta pequena aventura está aqui. Degustem!




Era da cozinha que vinha o aroma delicioso que tomou conta da casa. Maria salivou quando finalmente o bolo de chocolate foi posto sobre a mesa apenas para observação. Ainda não era o momento de ele ser degustado. Faltava finalizar. Dona Odete, a mãe, despejou com cuidado a cobertura de leite condensado, espalhando o creme com uma faca por toda a superfície e laterais. Os olhos de Maria brilharam, antevendo o prazer de saborear a sobremesa. Em menos de dois minutos, o bolo de chocolate estava pronto. Sobre a cobertura de leite condensado, Dona Odete ainda colocou raspas de chocolate para enfeitar. De repente, Maria se viu a sós com sua sobremesa preferida. Não havia ninguém por perto. Ela fechou os olhos e cravou os dentes com vontade, sentindo o leite condensado escorrer pelo queixo e o chocolate se desmanchar dentro da boca. Mas não esperava que sua sobremesa favorita estivesse tão quente.  Recém saído do forno, o bolo desceu queimando a garganta de Maria e o prazer se foi. A língua ainda queimava quando ela emborcou um copo cheio de água gelada, tão gelada que os seus dentes sensíveis doeram. Mas o bolo continuava ali em cima da mesa, nem tão intacto agora. Quem sabe mais um pedacinho? Desta vez Maria pegou a faca e cortou uma fatia grande. Encostou o nariz no bolo e na cobertura para sentir o cheirinho dele. Soprou bem, nem pensar em se queimar novamente! E sem ligar para boas maneiras, enfiou tudo dentro da boca, mastigando bem devagarinho e gemendo de prazer. Um bolo de chocolate bem feito podia ser melhor que sexo.