quinta-feira, 27 de agosto de 2015

NA SAUNA






Ele era alto, moreno de olhos verdes, corpo bem trabalhado na academia. 50 anos completados na semana anterior. Bem sucedido, carismático, o sorriso mais lindo que já vi na vida.

Puta merda. Ele era meu padrasto.

Eu tinha 19 anos. Minha mãe se separou do trouxa do meu pai quando eu nem bem tinha completado três anos de vida. Desde então a vida dela foi uma eterna busca pelo homem perfeito (?), coisa que parecia cada vez mais difícil de encontrar. Era possível dizer que com a minha pouca idade até eu já conhecia mais homens que ela.

Enfim, um dia o passarinho azul atravessou o caminho da minha mãe. De uma hora para outra ela mudou. O semblante sério deu lugar a risadas fora de hora, esmalte vermelho nas unhas e mais visitas ao salão de beleza. Não foi preciso ninguém me contar que tinha homem na jogada.

Conheci o Regis em um almoço de família onde ele foi apresentado oficialmente para todo mundo. Eu babei, minhas tias babaram, minhas primas babaram, minha avó se encantou. Não era para menos.

O Regis era simplesmente tudo de bom.

Lembro que naquele mesmo almoço ele vestia uma calça jeans clara e que marcava sua linda bundinha. Se alguém percebeu, não sei, mas meus olhos não desgrudaram daquela bunda nem por um minuto. A única coisa que me lembro foi de ter dito para mim mesma que pela primeira vez na vida minha mãe tinha dado uma dentro.

Bem, o namoro rendeu. Rendeu tanto que decidiram se casar. Quase surtei, juro. Uma coisa era ver o Regis uma ou duas vezes por semana. Mas juntar os trapos?! Isto significava que aquele baita homem viveria em nossa casa. Ou nós na dele, tanto faz. E como resistir a tamanha tentação? Pensei seriamente em me mudar e deixar que eles vivessem sozinhos, em seu ninho de amor. Quando propus isto para minha mãe, ela refutou na hora. Claro que não expliquei os motivos para querer sair de casa e acabei ficando. Meu Deus, eu fiquei.

Nos mudamos de mala e cuia para a casa do Regis. Felizmente a casa era grande. Eu podia me perder lá dentro e evitar sua presença se assim eu quisesse. Mas eu não queria. À medida que o tempo foi passando percebi porque minha mãe era tão louca por ele. Meu padrasto era um ser apaixonante. O sorriso e a gargalhada dele enchiam a casa e logo eu também me vi ensandecida. Eu tinha um namorado. Paulinho. Tudo nele era “inho”. E comparado com o Regis, meu querido perdia disparado.

Uma bela noite minha mãe ligou para casa e avisou que teria uma reunião até mais tarde. Resultado: eu e meu padrasto sozinhos em casa. Cheguei a ter uma palpitação. Nossa, será que se eu desse mole para ele, alguma coisa poderia acontecer? Eu estava tão desesperada de tesão que estava a fim de jogar tudo para cima apenas para desfrutar de algumas horas com o cara.

Percebi quando Regis pegou suas coisas e foi para a sauna. Era um dos hobbies dele. Minha mãe detestava e nunca o acompanhava. Bem, a partir daquela noite a solidão do meu padrasto na sauna chegaria ao fim. Vesti um top e um short bem curtinho que mal tapava a bunda. E lá fui eu.

Abri a porta da sauna já fazendo carão. Queria que ele se impressionasse com meu jeito sexy. Regis estava de olhos fechados e descerrou as pálpebras devagar quando se deu conta que não estava mais sozinho.

Nossa, ele estava nu. Inteiramente. O pau com que eu tanto sonhava estava ali ao meu alcance e o calor que me consumia era bem maior que o da sauna.

 − Quer um boquete? Eu sei fazer um melhor do que qualquer mulher.

Ele me encarou como se não acreditasse no que estava vendo. Mas antes que pensasse em me expulsar dali, aproximei-me rapidamente e me ajoelhei na sua frente. Não, ele não me afastou. Pelo contrário. Enfiou aquele pau de 22 centímetros dentro da minha boca. Quase me engasguei. Estava acostumada com o “inho” do Paulinho e pensei que fosse morrer asfixiada. Porém esta sensação durou por poucos segundos. Logo me adaptei àquele pau incrível e o chupei com tanta vontade que logo comecei a escutar os gemidos dele.

Fiquei totalmente empolgada. Do caralho passei para as bolas dele. Ricas bolas, por sinal. Era tudo o que eu amava. Lambi, chupei, beijei. Peguei o cacete para chupar de novo como se aquilo fosse meu troféu. Ah, como eu queria poder tirar uma foto daquele momento e guardar para sempre.

De repente meu padrasto me puxou para cima. Suas mãos procuraram avidamente os botões do meu short. Uau!!! Ele queria me comer. Eu o ajudei e logo estava nua inteirinha na frente dele. Sentei-me em cima do pau do Regis e logo aquele tronco invadiu minha buceta de alto a baixo. Até então nunca tinha transado com um cara tão bem dotado e sinceramente no início foi um pouco desconfortável. Achei que seria rasgada. Não que me importasse. Com dor ou sem dor era uma maravilha poder cavalgar o Régis, sentir os dedos dele no meu cuzinho e a língua nos meus seios. Será que ele fazia isso com minha mãe? Duvido. Ela era muito tradicional e certinha. Não era para menos que o Régis estava me comendo tão gostoso. E dali para frente sempre seria assim.

Ele gozou na minha buceta feito um cavalo e chegamos ao clímax praticamente juntos. Tentei não berrar muito, mas não teve jeito. Vi estrelas por toda a sauna, algo quase inédito para mim. E eu já sabia o que faria depois daquela sessão incrível de sexo. Telefonaria pro Paulinho e daria um fim no nosso relacionamento. Eu topava ser amante do meu padrasto sem problema nenhum.

Nos recuperamos por 10 minutos, enquanto eu o enchia de beijos. Ele já era meu e nem sabia disto ainda. Foi quando Regis me deitou no chão da sauna e me cobriu totalmente. Senti meu rabo sendo aberto pelas mãos fortes dele e previ a cena. Seria currada. E agora? O meu cuzinho não comportaria todo aquele pau.

Bom, isto não era problema do Régis quando ele enfiou sem cuspe o enorme caralho dentro de mim. Eu berrei enquanto ele urrava no meu ouvido:

− Rebola, vadia! Vai, mexe este rabão!

Aquilo me excitou. Só de tentar rebolar eu sentia dor, mas não me fiz de rogada. Obedeci-o totalmente, pois se eu não fizesse aquilo, outra iria fazer. Dor e prazer se misturavam naquela foda imperdível. Meus gritos se confundiam com os urros dele. Não sabia que era tão bom ser arrombada. Nossa, eu só desejava transar o resto da vida com aquele homem e minha mãe que se danasse.

Senti o jato quente de porra no meu rabo e o Regis desabando sobre minhas costas. Era ótima a sensação de ter um homem daquele tamanho deitado em cima de mim, me cobrindo com toda a sua masculinidade. Tadinho, ele estava tão cansado que nem tirou o caralho de dentro da minha bunda. Não me importei. Eu estava adorando aquilo.

De alguma forma eu peguei no sono por uns vinte minutos, creio. E quando acordei o Régis continuava na mesma posição. Em cima de mim, com o pau enterrado no meu cu. A sauna estava quente demais e depois de todo aquele exercício eu me sentia desconfortável. A pedida era um banho a dois bem juntinhos antes que minha mãe chegasse.

− Régis, meu amor… Vamos fazer outra coisa?

Silêncio. Nossa, eu tinha dado uma canseira no meu velho!

− Amor… Uma ducha cai bem agora.

Tentei me virar um pouco e olhei bem para o rosto dele. Régis estava com os olhos arregalados, babando no meu cabelo e ficando roxo.

Puta que pariu, ele estava morto!

Empurrei-o para o lado e meu padrasto rolou no chão ficando de barriga para cima. A visão era aterradora. Me vesti correndo e quando dei meia volta para sair daquele inferno, deparei-me com minha mãe parada na porta da sauna. Encaramo-nos por longos segundos. Eu podia ter dito várias coisas como “desculpe, foi uma fatalidade, meus pêsames.” Mas a única coisa que veio a minha mente foi:


− Pelo menos ele morreu feliz.

domingo, 2 de agosto de 2015

BOLO DE CHOCOLATE


No curso de Formação de Escritores que estou fazendo, o professor nos desafiou a escrever uma cena onde estivessem presentes os cinco sentidos: olfato, paladar, tato, audição e visão. Ou quase todos. O resultado desta pequena aventura está aqui. Degustem!




Era da cozinha que vinha o aroma delicioso que tomou conta da casa. Maria salivou quando finalmente o bolo de chocolate foi posto sobre a mesa apenas para observação. Ainda não era o momento de ele ser degustado. Faltava finalizar. Dona Odete, a mãe, despejou com cuidado a cobertura de leite condensado, espalhando o creme com uma faca por toda a superfície e laterais. Os olhos de Maria brilharam, antevendo o prazer de saborear a sobremesa. Em menos de dois minutos, o bolo de chocolate estava pronto. Sobre a cobertura de leite condensado, Dona Odete ainda colocou raspas de chocolate para enfeitar. De repente, Maria se viu a sós com sua sobremesa preferida. Não havia ninguém por perto. Ela fechou os olhos e cravou os dentes com vontade, sentindo o leite condensado escorrer pelo queixo e o chocolate se desmanchar dentro da boca. Mas não esperava que sua sobremesa favorita estivesse tão quente.  Recém saído do forno, o bolo desceu queimando a garganta de Maria e o prazer se foi. A língua ainda queimava quando ela emborcou um copo cheio de água gelada, tão gelada que os seus dentes sensíveis doeram. Mas o bolo continuava ali em cima da mesa, nem tão intacto agora. Quem sabe mais um pedacinho? Desta vez Maria pegou a faca e cortou uma fatia grande. Encostou o nariz no bolo e na cobertura para sentir o cheirinho dele. Soprou bem, nem pensar em se queimar novamente! E sem ligar para boas maneiras, enfiou tudo dentro da boca, mastigando bem devagarinho e gemendo de prazer. Um bolo de chocolate bem feito podia ser melhor que sexo.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

SUSANA

  
Meu nome é Milton, tenho 40 anos de vida e mais da metade dela só de estrada. Explico: sou caminhoneiro. Herdei a profissão do meu falecido pai. Comecei na boléia aos 15, peguei no volante aos 18 e nunca mais larguei este mundo. No início, antes de eu casar, tudo era festa. Agora, com mulher e filhos, fica cada vez mais complicado andar por estas estradas, sujeito a assaltos e outras coisas mais. Se vê cada coisa estranha.…E o que vou contar agora para vocês é algo muito, mas muito estranho mesmo.

Aconteceu há mais ou menos um ano. Fiquei parado seis meses devido a um rompimento nos tendões, resultado de uma partida de futebol. Foram seis meses que se não fosse minha mulher pôr comida dentro de casa, passaríamos fome. Bem, finalmente fui liberado para pegar a estrada. Confesso que estava com um pouco de saudade. Tinha perdido contato com meus amigos caminhoneiros. A gente sente falta das conversas, das risadas, dos causos. A minha primeira viagem de retorno era pra longe. Mas eu não tinha escolha, né? Peguei minha carga e botei os pés na estrada.

Tudo transcorreu bem na primeira noite. Encontrei alguns amigos e dormi em um posto de gasolina. No dia seguinte, nada aconteceu de anormal. O caminhão estava legal, o dia bonito e as estradas daquele jeito que todo mundo sabe. Lá pelas nove horas da noite me bateu fome. E cansaço também. Parei em um posto de beira de estrada, simples. Não havia nenhum outro caminhão. Pedi um sanduíche e um refrigerante e fiquei ali, comendo sozinho, lembrando que uns cinqüenta quilômetros adiante havia um posto maior, onde eu poderia dormir com mais segurança e, certamente, haveria outros colegas para pôr os causos em dia. Quando eu já estava mordendo meu último pedaço de sanduíche, alguém apareceu na minha frente e se sentou, sem pedir licença.

Levei um susto. O restaurante estava praticamente vazio. Era eu e o proprietário, um senhor sonolento que escutava um radinho, no caixa. Para minha surpresa, eu conhecia a pessoa que sentou ali comigo. Era a Susana, irmã do meu amigo e colega, Roberto.

— Susana! Puxa, você me deu um susto! Como você está? Já casou?

Eu estava realmente satisfeito de ver Susana. Aquela moça deveria ter uns 20 anos. Eu a tinha visto nascer e crescer. Sempre fôra muito bonita. Mas naquela noite ela estava estranha. Os cabelos caiam soltos pelo vestido branco e ela não mostrava seu habitual sorriso.

— Quero que você me faça um favor – pediu ela, com a voz profunda.

Fiquei cabreiro. Aquela voz… Nem parecia ela. Reparei que havia um ferimento no seu pescoço, disfarçado pelos cabelos compridos. Respondi, meio sem jeito:

— Claro. O que você quiser… Está sozinha?
— Toma – disse ela, estendendo-me alguma coisa e sem responder minha pergunta — Leve para o Roberto e diga para ele entregar para o André.

Nas minhas mãos foi depositado um belo crucifixo de prata, com pedrinhas brilhantes. Lembrei que André era o noivo de Susana.  Olhei de novo para a moça, que me fitava intensamente. Eu teria que desviar o caminho, isto atrasaria minha viagem, mas eu não consegui recusar o pedido feito por aqueles olhos negros e tristes. Sim, os olhos dela estavam muito tristes.

— Sim, está bem. Você espera um pouco? – pedi eu — Vou pagar a conta.

Levantei e fui até o caixa me acertar. Fiz tudo bem rápido, mas quando eu me virei para ir ao encontro de Susana, ela havia ido embora. Fiquei chateado. Saí correndo até o lado de fora do restaurante para tentar alcançá-la, mas não havia sequer um sinal que fosse da menina. Bem, Roberto talvez pudesse me explicar alguma coisa. Entrei no caminhão, ainda intrigado, dirigi mais alguns quilômetros e encontrei o posto onde dormi até às seis horas da manhã. E de novo peguei a estrada, com o crucifixo de Susana brilhando no espelho interno do caminhão.

Próximo ao meio-dia, cheguei na casa de Roberto, depois de desviar por uma estrada que aumentou meu trajeto em 30 quilômetros. Felizmente, meu amigo estava em casa. A esposa havia ganho bebê e ele estava dando uma força. Roberto ficou feliz ao me ver. Ele me convidou para entrar, mas eu recusei para não atrasar mais. Depois de conversamos algumas amenidades, resolvi ir direto ao assunto:

— Roberto, na verdade vim até aqui para lhe entregar uma coisa – e tirei do bolso o crucifixo.

Quando meu amigo se deparou com a jóia, ficou muito pálido. Segurando-o firmemente, ele me perguntou:

— É de Susana! Onde você conseguiu isto?

Não sei o motivo, mas eu comecei a ficar nervoso.

— Com a própria Susana. Ontem eu parei em um posto de gasolina na beira da estrada e quando estava no final do meu lanche, ela apareceu e pediu que eu lhe entregasse isto. E que você levasse o crucifixo até o André. É o noivo dela, não é? Eles romperam?

Roberto estava tão branco que pensei que fosse desmaiar. E minhas mãos começaram a suar.

— Milton… ─ ele respirou fundo — Meu cunhado deu de presente este crucifixo para Susana. Uma semana antes do casamento, dois rapazes a assaltaram e arrancaram a correntinha do pescoço da minha irmã. O ferimento foi tão grande que ela morreu de tanto sangrar.

Aí quem quase teve um troço fui eu. Não era possível. Eu fiquei apavorado. Cheguei a estontear.

— Mas era… era ela – tentei dizer.
— Você tem certeza? – Roberto tremia com o crucifixo entre os dedos.
— Claro, claro que sim! Ela sentou a minha frente! Fiz perguntas que ela não respondeu! E reparei que Susana tinha um ferimento no pescoço e que disfarçava com os cabelos.
— Como estava vestida?
— De branco – respondi, sentindo-me enjoado.
— Ela foi enterrada de branco…


Não sei mais o que eu disse. Fiquei em pânico. Despedi-me rapidamente do meu amigo e entrei no caminhão. Não sei como consegui dirigir aquele dia e nos outros. Quando anoitecia, eu me refugiava em postos onde havia bastantes caminhoneiros. Eu me recusava a ficar sozinho. Não tive coragem de contar esta história para ninguém, a não ser para minha mulher que, felizmente, não disse que eu estava ficando louco. Um dia destes, uma moça de branco e cabelos compridos entrou no restaurante em que eu estava com outros colegas, à noite. Levei um susto, quase me engasguei. Mas não era Susana. Aquela moça estava bem viva e feliz. E no seu pescoço brilhava um lindo crucifixo de pedras brilhantes.

domingo, 19 de julho de 2015

DOMINGO

Domingo de sol, parque lotado.
Ele veio correndo na minha direção.
Torso nu, sorriso aberto, coxas torneadas.
Me apaixonei em três segundos.
Ele passou reto. O dia estava bom para se exercitar.

MEIO-DIA

É meio-dia.
Tenho fome de arroz, macarrão, feijão, batata-frita.
Me olho no espelho.
Mais um dia de alface, tomate e barriga vazia.

FUTEBOL

Domingo.
Drible, firula, torcida ensandecida.
Jogada ensaiada, raça, gols e taça.
Segunda-feira.
A minha vida continua a mesma.

terça-feira, 14 de julho de 2015

domingo, 31 de maio de 2015

RAIO DE SOL

Tem gente que quando ri parece abrir um raio de sol no 

coração dos outros.

Risadas verdadeiras são fundamentais.

sábado, 23 de maio de 2015

A GOSTOSA E O PEÃO (Final)

Sandro chegou e me encontrou exausta sentada no sofá. Ainda estava emburrado, mas para minha surpresa, disposto para sexo. Nem acreditei. Justo naquele dia? Quando percebi Sandro estava em cima de mim, beijando meu pescoço e tocando nos meus seios. Consegui apagar a luz do abajur da sala e ficamos na penumbra. Meu receio era que Sandro enxergasse algum hematoma em mim. Nós transamos do mesmo jeito de sempre; sem graça nenhuma. Felizmente foi uma transa leve, pois uma mais pesada eu não teria condições de suportar. Depois do sexo, Sandro se levantou e foi tomar banho. E não deu mais bola para mim a noite inteira.

Na sexta-feira choveu e seu Toni avisou que dispensara os peões. Minha frustração foi grande. O que eu mais desejava era invadir aquela obra e foder com Vando até me acabar. Me masturbei o final de semana inteiro pensando nele, no meu gato. Lembrei que da próxima vez que eu o visse perguntaria mais sobre sua vida. Quem sabe ele necessitasse de alguma ajuda financeira? Nem por um momento me preocupei se ele teria algum tipo de relacionamento. Aquilo para mim era irrelevante. Eu tinha certeza de que ele seria meu. Onde Sandro ficaria nesta história eu não tinha certeza.

No início da semana minha intenção era que tudo se repetisse como da outra vez. Eu aportaria no meio da tarde na obra, me trancaria com Vando em algum lugar e teríamos uma sessão de sexo forte e caliente. Estacionei o carro no mesmo lugar e desci ciente de que esbanjava sensualidade com minhas calças justíssimas e uma blusa decotada. Os peões pararam de trabalhar quando me viram e seu Toni saiu apressado lá de dentro quando percebeu minha chegada.

— Dona Ângela… — ele parecia meio ansioso. — Achei que a senhora não viesse hoje.
— Ué? Mas você sabe que sou eu a responsável por vistoriar a obra.

Naquele momento Sandro saiu de dentro da casa e eu congelei. Ele estava diferente. Arrogante, até. Ao me ver, se aproximou de mim e me beijou no rosto.

— Não precisa mais se preocupar, meu amor. Decidi que daqui para frente eu mesmo virei aqui supervisionar tudo.

Abri a boca para protestar. Não era possível. Será que Sandro tinha desconfiado de alguma coisa?

— Mas eu…
— Sei que você se cansa de vir aqui sempre. Além disso, acho que estou muito afastado das obras.
— Você não confia em mim? — consegui perguntar. Reparei que Vando observava tudo lá de dentro da casa.
— Claro que sim. Só não quero dar mais trabalho para você.

Seu Toni assistia nosso debate muito interessado.

— Escute, Sandro. De maneira nenhuma eu me importo de vir aqui.  Adoro ver o que está acontecendo. Além disso, eu e seu Toni nos entendemos muito bem.
— Ah, mas eu e nosso querido mestre de obras nos entendemos até pelo olhar. Fique tranquila. Eu assumo isto aqui agora.
— Tudo bem — disse eu furiosa, porém controlada. Peguei a chave do carro e decidi que iria embora antes que acertasse um soco no meu marido. — Vou voltar para meu trabalho.
— Faça isto.

Beijamo-nos sem vontade e fui embora. Sandro que me aguardasse. Os chifres que eu instalaria na sua cabeça seriam tão imensos que tão cedo ele não passaria por porta alguma.

*

Naquela noite nos tratamos bem, porém friamente. Sandro chegou mais tarde, contou-me sobre a obra, tudo de forma bem natural. Fiz de conta que estava muito interessada, quando na verdade eu queria esganar o cretino. Ele ainda me anunciou que no outro dia passaria a tarde na obra, fiscalizando tudo. Pobre do seu Toni e operários. Sandro era o maior pentelho do mundo e com certeza iria mais atrapalhar que ajudar.

Dia seguinte eu não fui para o trabalho como Sandro imaginou. Com um simples telefonema cancelei todos meus compromissos para aquela manhã e apareci na obra pouco depois das nove horas. Por algum motivo, seu Toni me recebeu tenso e sem jeito. Não sei o que Sandro teria dito a ele sobre mim, contudo eu pouco me importava.

— Onde está o Vando? — perguntei curta e grossa.

O homem pigarreou e nem respondeu. Fez apenas um sinal com a cabeça indicando que o Vando estava no interior da casa. Entrei decidida a ter a maior foda de todos os tempos com meu gato lindo. Escutei algum ruído no piso superior da casa e subi em seguida. O som vinha do banheiro. Sim, provavelmente Vando estivesse dando um retoque por lá. Nem bati na porta. Abri de supetão, esperando encontrar meu príncipe em suas roupas rústicas de trabalho pronto para me foder por todos os lados.

Gritei.

*

 De repente pareceu que o mundo tinha parado. Eu, na porta, sem me mexer. Meus olhos estavam fixos em Sandro. De quatro, era currado por Vando. Aliás, Vando parecia estar com muito mais apetite com meu marido do que comigo. Sandro me olhou e empalideceu. Vando de imediato parou de meter no rabo do meu marido. Ficamos por uns bons trinta segundos nos encarando, nenhum dos três acreditando que aquilo estava acontecendo.

Depois de um tempo achei que fosse desmaiar. O banheiro rodou e eu me segurei firme na porta até a sensação ruim passar. Vando se desgrudou do Sandro, este se levantou puxando as calças e eu comecei a andar de ré, louca para sair daquele lugar.

— Não é bem isto que você está pensando.

Sandro disse a frase clichê mais pálido que eu. Vando puxou as calças para cima e me olhou como se estivesse se desculpando.

— Ele me ofereceu uma grana. Não pude recusar.
— Tudo bem — murmurei.

Dei meia volta e fiz a única coisa digna que podia fazer: caí fora. Passei reto por seu Toni e não olhei para os lados e nem para ninguém. Fui direto para casa, peguei todas as roupas do Sandro e coloquei de qualquer jeito dentro de uma mala ou duas. Mais tarde, entrei em contato com seu Toni e pedi o celular do Vando. Em pouco tempo eu já estava falando com ele.


— Venha para minha casa agora. 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A GOSTOSA E O PEÃO (Cap. 2)

No outro dia nosso desjejum foi praticamente em silêncio. Tentei puxar assunto com Sandro, mas ele estava monossilábico. Por fim, desisti. Ele saiu primeiro que eu sem ao menos se despedir. Logo eu o esqueci. Meu foco era o Vando. Fui para o trabalho pensando na investida que eu faria logo mais à tarde. Sim, porque daquele dia Vando não passava. Passei a manhã toda sem conseguir me concentrar direito e abreviei meu expediente. Precisava estar linda e cheirosa para ele.

Fui até minha casa, tomei um banho perfumado, coloquei um vestido curto para facilitar o sexo e me mandei para minha nova casa. Seu Toni não estava. Segundo os peões, ele havia ido até o banco pagar algumas contas. Quando perguntei quem estava dentro de casa, obtive a resposta que eu mais desejava. Ele, Vando.

Entrei apressada. Tinha que agir rápido antes que seu Toni chegasse ou algum peão metido entrasse na casa. Subi as escadas e fui procurar por Vando no segundo piso. Caminhei pelo corredor decidida, esperando encontrá-lo a qualquer momento. Fui de um lado ao outro da casa e não o vi em lugar algum. Minha decepção era grande.

— Procurando alguém?

Aquela voz máscula e firme só podia ser dele. Olhei para baixo. Da sala, Vando me fitava com uma cara de ordinário. Ele sabia muito bem de quem eu estava atrás.

 Aproximei da escada devagar, fazendo o estilo sexy.

— Descobri um defeito no seu trabalho.

Ele não disse nada. Subiu as escadas de dois em dois degraus e eu tomei a frente, levando-o até o banheiro. Entramos os dois, fechei a porta e não precisou que eu dissesse nada. Vando me agarrou pelos cabelos e beijou minha boca como se quisesse me engolir. Nem em um milhão de anos Sandro seria capaz de me beijar daquele jeito. No momento seguinte eu já estava quase sem roupa. Meu vestido foi jogado no chão, minha calcinha parou quase dentro do vaso sanitário. Não me fiz boba, eu tinha pressa. Nua, eu avancei para os botões da bermuda dele e em seguida aquele pau delicioso de 22 centímetros saltou na minha frente. Vando chutou a bermuda para longe e nos grudamos nus, roçando nossos corpos. Eu me sentia quente, achei até que estivesse com febre. As mãos dele passaram pelas minhas costas até chegarem na minha bunda. Logo senti o dedo dele vasculhando minha bundinha, penetrando em seguida, a seco no meu rabo. Quase gritei e para não atrair audiência, enterrei minhas unhas nas costas dele. Eu nem lembrava mais o que era sexo anal quando Vando me virou com a maior facilidade do mundo de frente para a parede e abriu minhas pernas. Não tive nem tempo de raciocinar. O caralho do Vando entrou no meu cuzinho sem dó nem piedade. E doeu. Doeu muito. Mas eu adorei. Soquei a parede, quase quebrei os dedos de dor e prazer. Rebolei gemendo naquele pau gostoso, não conseguia parar mais. Os dedos dele chegaram no meu grelhinho  e não foi preciso muito para que eu sentisse que um orgasmo de alta voltagem iria me tomar inteira. Vando enterrou seu cacete mais umas cinco vezes no meu cu antes que eu sentisse a sua porra me besuntando. Gozei naquela hora. Meus gritos com certeza foram escutados em todo o condomínio e além.

Desabei no chão, dolorida e saciada. Olhei para Vando. Ele se sentou no chão, encostado à porta. A barba por fazer que me arranhara todo o pescoço o deixava lindo e misterioso. Lembrei que devia ter trazido um preservativo, mas… paciência. Eu estava tão excitada que não tinha me lembrado daquele mero detalhe.

— Você é incrível — disse ele sorrindo. — Soube disto desde a primeira vez que pus o olho em você.

Engatinhei até ele como uma gata e beijei-o. Desta vez o beijo foi mais doce e posso dizer que nunca beijei tão gostoso na minha vida.

— Me chupa — pediu ele. — Vai, agora.

Ele empurrou minha cabeça direto no pau e, confesso, nunca fiz boquete em um troço tão grande como aquele. Custei um pouco a me adaptar ao tamanho; afinal, Sandro tinha um pau ridículo comparado ao do Vando. Chupei-o com tanta vontade que não me dei conta que ele estava prestes a gozar de novo. De repente senti a porra dentro da minha boca e acabei engolindo tudinho. Foi minha primeira vez, nunca havia feito aquilo na vida, sempre cheia de nojo. Mas com Vando era diferente. Eu poderia fazer tudo por ele. Tudo mesmo. Se pudesse, levava-o para casa naquele instante.

                Quando seu Toni chegou 40 minutos mais tarde, encontrou-me descabelada e com o vestido amassado. Minha calcinha estava dentro da bolsa, rasgada e sem condições de uso. Tratei alguns assuntos da obra com o mestre de obras, enquanto Vando comia um sanduíche na cozinha sem tirar os olhos de mim. Seu Toni desconfiou de alguma coisa, talvez fosse o cheiro de sexo que exalava do meu corpo. Fui embora momentos depois, quase sem conseguir tirar os olhos de Vando. E eu tinha pressa. Precisava chegar antes que Sandro chegasse e percebesse que eu tinha trepado com um homem que realmente valia a pena. 

A GOSTOSA E O PEÃO (Cap. 1)

O que eu posso dizer do Sandro? Um cara legal, bom marido, sempre disposto a satisfazer meus caprichos. Minhas amigas viviam dizendo que Sandro era o marido nota 10, o tipo de homem que qualquer mulher gostaria de ter ao seu lado pelo resto da vida.

Do lado de fora, claro, tudo eram flores. Contudo, meu maridinho tinha um grande problema. Ele não era nada criativo no sexo. Era sempre a mesma coisa, o tal papai e mamãe, sem nenhuma variação. No início me sujeitei àquele relacionamento morno. Quando eu o conheci, recém havia perdido o emprego e estava com uma mão na frente e outra atrás. Sandro surgiu em minha vida como uma espécie de tábua de salvação. Sua situação social e financeira era boa e estes dois quesitos me conquistaram imediatamente. O fator sexo deixou a desejar desde o primeiro encontro, mas achei que aquilo poderia ser revertido à medida que nos conhecêssemos melhor.

Infelizmente, enganei-me. Ainda assim casamos, pois eu precisava garantir meu futuro e estabilidade. Mais tarde conquistei um excelente emprego por méritos próprios, porém me continuei casada com Sandro. Ele era um cara legal. No sexo, um desastre.

Apesar de viver insatisfeita neste ponto, até o momento eu não havia traído meu marido. A ideia passava pela minha cabeça, porém simplesmente não tinha surgido uma oportunidade bacana.

Até o dia que eu conheci o Vando.
*

 Sandro resolveu comprar uma casa em um condomínio fechado, o que achei maravilhoso. A casa era grande e decidimos reformar para ficar do nosso jeito. Meu marido me nomeou como a encarregada de supervisionar as obras e todas as tardes eu reservava um tempinho da minha agenda para ir até minha futura casa ver o andamento das coisas.

Era uma tarde de quarta-feira quando estacionei o carro na frente da nova residência. Desci altiva, de saltos altos e minissaia, ignorando o olhar da peonada. O mestre de obras, seu Toni, adiantou-se para me receber cheio de mesuras e ansioso para me contar as novidades. Muito animado, levou-me para dentro de casa. Queria me mostrar o banheiro novo.

— Dona Ângela, quero que a senhora veja o piso que estamos colocando para a senhora — foi dizendo ele enquanto nos dirigíamos para lá. — Mudou completamente a peça.

Fiquei curiosa. Quando parei frente à porta do banheiro, seu Toni me apresentou um rapaz que, agachado, finalizava aquela parte:

— Este é o Vando. Contratei no lugar do outro que pediu as contas.

Meus olhos então se fixaram para onde seu Toni apontava. Vando, ah, Vando... De onde saíra aquele peão magnífico? Moreno do sol, cabeça raspada, algumas tatuagens e olhos negros. Vestia uma bermuda jeans e uma camisa de marca toda rasgada. Parecia um top model, artista de cinema, qualquer coisa do gênero. Senti um calor percorrer meu corpo, em uma eletricidade intensa. Logo me recompus. Não podia dar na vista que eu estava tão excitada.

— Boa tarde, Vando — cumprimentei com a voz firme. — Excelente trabalho o seu. Parabéns.

Ele apenas balançou a cabeça e este simples gesto quase me desmontou. Em menos de cinco minutos eu estava excitada e louca para agarrar aquele homem. Infelizmente meu tempo era curto e eu tinha um compromisso para logo mais. Conversei mais um pouco com seu Toni tentando disfarçar o calorão. Quando me despedi de ambos, percebi que Vando também me observava com curiosidade e desejo. Entrei no carro e liguei o ar-condicionado ao máximo. Não lembrava a última vez que tinha sentido algo parecido por um homem.

*

Retornei para casa próximo das oito horas da noite. Precisava urgentemente fazer sexo. Sandro já estava em casa. Abri a porta do apartamento e me deparei com meu marido sentado no sofá, de cueca samba canção e bebendo cerveja na latinha. O quadro da dor. Uma barriguinha já ousava se formar, inclusive... Era o resultado de tanto sedentarismo. Céus, como ele era diferente do Vando!       
 
Na hora que me deparei com aquela cena deprimente, resolvi que iria me aliviar sozinha mesmo. Beijei-o, conversamos um pouco sobre a reforma e depois de uns 10 minutos eu avisei que iria tomar banho. Mal fechei a porta do banheiro, arranquei minhas roupas e comecei a me masturbar sentada no piso frio. Achei meu grelhinho rapidamente — coisa que nem em mil anos o Sandro irá conseguir descobrir — e não demorou muito para eu alcançar um orgasmo daqueles. Não me contive e soltei um gemido alto demais. E antes que eu pudesse me recompor, Sandro escancarou a porta do banheiro que eu havia esquecido de trancar...

Para minha vergonha, meu marido me encontrou sentada no chão, de pernas abertas e em uma posição muito suspeita.

Ele não disse nada nos primeiros segundos, mas era evidente o seu choque. Levantei do chão com o rosto em chamas, enquanto ele me encarava fixamente. Eu não sabia o que dizer. Somente quando fiquei em pé, Sandro murmurou:

— Achei que fosse capaz de satisfazer você.

A porta foi fechada com um estrondo e eu me mantive por uns cinco minutos sem me mexer, meio que paralisada. Em hipótese alguma eu queria magoar Sandro, mas o fato é que Vando não saía da minha mente, mesmo que eu não tivesse escutado sequer a sua voz e não soubesse nada sobre ele.


Naquela noite ainda, depois que saí do banho, ele mal me olhou. Foi deitar bem depois de mim, como se quisesse me evitar.

quinta-feira, 19 de março de 2015

FELIZ PARA SEMPRE

Depois de um certo tempo, o sofrimento passa a ser opcional. 

É quando bate aquela vontade imensa de voltar a ser feliz de novo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

SEM CONTROLE

Quando me apaixono perco o controle

Céus, há quanto tempo eu ando com os pés grudados no chão!